A valorização da moeda brasileira chama atenção de investidores, que se perguntam se é hora de comprar dólar. Cautela é a sugestão
Por Misto Brasil – DF
Nesta sexta-feira (10), o dólar foi negociado na casa dos R$ 5,01 — patamar que não era visto há mais de um ano e que representa uma apreciação expressiva em relação aos R$ 5,29 por dólar registrados em 6 de março, o pico dentro do período da guerra entre os Estados Unidos e Irã.
A valorização da moeda brasileira chama atenção de investidores, que se perguntam se é hora de comprar dólar. Especialistas ouvidos pelo InfoMoney mostram visões distintas, mas convergem em alguns pontos fundamentais.
Com o dólar perto de R$ 5, a pergunta inevitável é: comprar agora ou esperar cair mais? Os especialistas alertam contra a tentação de “acertar o momento” e recomendam uma abordagem gradual.
O pregão fechou com o dólar para venda em R$ 5,011 e compra: R$ 5,010.
Ibovespa termina com alta de 1,12%, aos 197.323,87 pontos, maior patamar de fechamento da história. Máxima de 197.553,64 (máxima histórica), mínima de 195.129,25 e volume negociado de R$ 33,70 bilhões.
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerra pregão com mais 0,49%, aos 3.891,72 pontos A semana acaba positiva em 0,65%.
Investidores em Wall Street seguem com foco nas tratativas sobre um possível acordo entre EUA e Irã, que acontece nesta sábado (11), no Paquistão, visando encerrar a guerra no Oriente Médio.
Deixam em segundo plano, inclusive, os indicadores que saíram esta semana.
Petróleo e a guerra no Oriente Médio
O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira aprofundando a baixa semanal, com as negociações entre Estados Unidos e Irã previstas para ocorrer no sábado, 11.
A commodity operou volátil no pregão, em meio às persistentes tensões no Estreito de Ormuz, que permanece em grande parte fechado apesar do acordo de cessar-fogo firmado há três dias.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 1,33% (US$ 1,30), a US$ 96,57 o barril.
Já o Brent para junho cedeu 0,75% (US$ 0,72), a US$ 95,20 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana, o WTI recuou 13,4% e o Brent cedeu 12,7%.
O Grupo Casas Bahia abre 2026 em uma posição que seria difícil de imaginar dois anos atrás: desalavancada, enxuta e com apetite declarado para crescer.
Os números do quarto trimestre de 2025 selaram essa virada e mostram que a companhia não está apenas se recuperando, mas se reposicionando.
O valor total de vendas do grupo alcançou a marca histórica de R$ 13,1 bilhões entre outubro e dezembro. No ano, o total de vendas brutas (GMV) se aproximou de R$ 45 bilhões, avanço de R$ 3,6 bilhões em relação a 2024.
O motor foi digital: o e-commerce cresceu quase 22% no trimestre, o quinto consecutivo de alta, com destaque para o canal de vendas próprias, que avançou 25,6%.
O que disse o presidente do BC
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, refletiu nesta sexta-feira (10), em palestra para alunos da FEA-USP, sobre por que a taxa básica de juros é tão elevada no Brasil, superando os juros nominais de seus pares.
Para ele, essa discrepância, que historicamente configura um problema, não parece ser conjuntural, mas de ordem estrutural.
“Acho que tivemos grandes momentos, grandes desafios na história econômica brasileira”.
“Se você estivesse aqui nessa cadeira de economia nos anos 50, provavelmente estaria estudando industrialização, substituição de importação, como a economia brasileira iria superar ser uma grande fazenda de café para se transformar em algo mais parecido com uma sociedade com um parque industrial mais complexo e diversificado”. (Com a CNBC. MoneyTimes, InfoMoney e InvestNews)



















