Hotelaria brasileira inicia um novo ciclo de crescimento

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Privé Hotéis & Parques fica na cidade goiana de Caldas Novas/Arquivo/Divulgação
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A previsão de um estudo é que neste ano devem ser investidos no setor R$ 13,6 bilhões aplicados em 178 novos hotéis

Por Misto Brasil – DF

A hotelaria brasileira inicia um novo ciclo de crescimento, marcado pela retomada da confiança dos investidores, expansão do pipeline e transformação no perfil dos projetos.

É o que aponta a 20ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira, desenvolvido pela HotelInvest em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), que analisou dados de 597 hotéis e mais de 96 mil unidades habitacionais no país.

O estudo indica que 2026 deve concentrar o maior volume recente de investimentos no setor, com previsão de R$ 13,6 bilhões aplicados em 178 novos hotéis e cerca de 26 mil unidades habitacionais.

O avanço reflete não apenas o aumento do número de projetos, mas também uma elevação no padrão médio dos empreendimentos, com maior presença dos segmentos midscale, upscale e luxo.

Apesar do cenário macroeconômico ainda desafiador, o setor demonstra sinais consistentes de retomada. A assinatura de novos contratos em 2025 já superou o ano anterior, e as expectativas para 2026 permanecem positivas, impulsionadas pela perspectiva de redução gradual da taxa de juros.

Ainda assim, o crescimento deve ocorrer de forma moderada, com investidores mantendo postura cautelosa diante do acesso restrito a crédito e do baixo volume de hotéis em construção.

No campo do desenvolvimento, o segmento midscale lidera as oportunidades, consolidando-se como o principal vetor de expansão por equilibrar custo e demanda.

O segmento econômico apresenta crescimento pontual, enquanto produtos premium surgem de forma mais seletiva. Ao mesmo tempo, a demanda se mostra cada vez mais híbrida, combinando negócios, lazer e eventos, com predominância ainda do turismo corporativo.

Outro movimento relevante é a desconcentração geográfica dos investimentos. Cidades médias e capitais fora do eixo Rio-São Paulo ganham protagonismo, impulsionadas por menor saturação de oferta e maior potencial de crescimento.

Esse processo indica uma expansão mais pulverizada da hotelaria nacional, com novas fronteiras de desenvolvimento.

Em termos de estrutura de capital, o estudo revela um ambiente ainda conservador. A maior parte dos projetos é viabilizada por capital próprio ou combinações com financiamento, refletindo as dificuldades de acesso a crédito competitivo.

Modelos alternativos, como fundos de investimento e condo-hotéis, seguem com participação complementar, indicando espaço para maior sofisticação financeira no médio prazo.

A estratégia de crescimento das redes também aponta para maior eficiência. As conversões de hotéis independentes e de outras bandeiras lideram o pipeline, reduzindo riscos e necessidade de capital intensivo.

Ganham espaço formatos como branded residences e empreendimentos multiuso, evidenciando a integração crescente entre hotelaria e mercado imobiliário.

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