Para garantir benefícios jurídicos, Vorcaro precisará oferecer informações verdadeiras e verificáveis para as investigações
Por Misto Brasil – DF
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve a proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Os advogados do banqueiro trabalharam para que as negociações avançassem. As informações foram confirmadas pela repórter do Times Brasil, Fernanda Sette.
As tratativas começaram em março, quando Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a PGR. O documento abriu caminho para uma eventual colaboração sobre as operações do Master que estão sob apuração das autoridades.
No Supremo Tribunal Federal, o relator do processo, ministro André Mendonça, sinalizou que não haverá homologação automática de um possível acordo. A análise dependerá da qualidade do material apresentado pelo banqueiro.
Para garantir benefícios jurídicos, Vorcaro precisará oferecer informações verdadeiras e verificáveis, com potencial real de fazer as investigações avançarem. Relatos genéricos, segundo a legislação, não são suficientes para sustentar uma colaboração premiada.
Vorcaro corre para delatar antes do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
A lei prevê um leque de recompensas que variam conforme a utilidade do que for entregue. Entre as possibilidades estão a redução de pena, a substituição por medidas restritivas de direitos e, em hipóteses mais excepcionais, o perdão judicial.

















