A medida permite estadas de até 30 dias, não prorrogáveis, e se aplica também a viagens de negócios, turismo, atividades artísticas ou esportivas
Por Misto Brasil – DF
A partir de segunda-feira (11), o governo brasileiro deixou de exigir visto para cidadãos da República Popular da China em viagens de turismo e negócios ao Brasil.
A nova medida também dá continuidade a iniciativas anteriores de facilitação de mobilidade, como a implementação do visto eletrônico para cidadãos chineses ao Brasil.
A medida permite estadas de até 30 dias, não prorrogáveis, e se aplica também a viagens de trânsito e participação em atividades artísticas ou esportivas.
A decisão segue o princípio da reciprocidade diplomática, tradicionalmente adotado pelo governo brasileiro, e entrará em vigor em 11 de maio de 2026, com validade até 31 de dezembro de 2026.
O Conselho Empresarial Brasil China (CEBC) informou que o Brasil foi um dos países que mais receberam investimentos chineses no mundo, com destaque para setores como energia, mineração, indústria e tecnologia, reforçando a relevância estratégica da relação bilateral.
O investimento chinês no Brasil somou US$ 6,1 bilhões em 2025, representando um aumento de 45% em relação a 2024 e o maior valor desde 2017.
O Brasil tornou-se o principal destino dos investimentos da China no mundo em 2025, concentrando 10,9% dos aportes globais, com destaque para energia limpa e mineração.
Em 2025, o comércio entre Brasil e China atingiu recordes, com o Brasil exportando US$ 100 bilhões e importando US$ 70,9 bilhões.
A China permanece como o maior parceiro comercial do Brasil, destacando-se a exportação de commodities e importação de produtos industrializados.
“As relações comerciais entre o Brasil e a China crescem a cada ano e a isenção certamente vai gerar um impacto positivo nos negócios bilaterais”, comentou a sócia da empresa de imigração Fragomen no Brasil, Diana Quintas.

















