Lula da Silva almoça com Trump na Casa Branca

Encontro cumprimento Lula da Silva Donald Trump Misto Brasil
Trum recebe com cumprimentos o presidente Lula da Silva na Casa Branca/Reprodução/X
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A delegação brasileira foi montada com foco nos pontos mais sensíveis da relação bilateral, segundo os observadores

Por Misto Brasil – DF

O presidente Lula da Silva chegou à Casa Branca às 12h12 (horário de Brasília) desta quinta-feira (07) para encontro com Donald Trump. Os dois devem discutir temas econômicos e de segurança.

O encintro está acontecendo sem a presença da Imprensa e é bastante restrita.

A delegação brasileira foi montada com foco nos pontos mais sensíveis da relação bilateral. Viajaram com Lula:

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; Ministro da Fazenda, Dario Durigan; Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Rosa; Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva; Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Do lado americano, participam do encontro: vice-presidente J.D. Vance, Chefe de Gabinete Susie Wiles,Secretário do Tesouro, Scott Bessent.

O que deve sair do encontro

O encontro não deve produzir resultados concretos imediatos.

A avaliação é da professora de Relações Internacionais da ESPM, Denilde Holzhacker, para quem a reunião tem caráter estratégico para ambos os governos e serve também para aliviar pressões internas em cada país.

“Os dois presidentes têm questões internas importantes e a agenda internacional e de comércio sempre pode trazer um ar positivo”, disse, em entrevista ao programa Pré-Market, do Times Brasil.

Do lado brasileiro, o foco é destravar o comércio bilateral e tentar convencer Washington a recuar das investigações sobre programas como o Pix, que entraram no radar do governo americano. Já os Estados Unidos têm interesse direto nas terras raras brasileiras.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, considerados estratégicos, e o acesso a eles é visto como parte da busca americana por maior autonomia nesse setor.

O combate ao narcotráfico também entra na pauta. Para Holzhacker, o tema interessa sobretudo a Trump, que pode usá-lo para mostrar resultados na sua política interna de segurança.

O ponto mais delicado, porém, é justamente o das terras raras. O governo brasileiro quer que eventuais investimentos americanos incluam processamento e beneficiamento no próprio país e não apenas a extração da matéria-prima.

O problema, segundo a professora, é que isso vai na direção contrária ao que Trump defende. “Estrategicamente, para o Trump, levar o processamento para os Estados Unidos é a sua bandeira”, afirmou.

A expectativa, portanto, é de avanço limitado. “A gente não vai esperar nada definitivo. Acredito que esse é o primeiro passo importante”.

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