A maior surpresa foi a queda de Paloma Valencia, candidata do ex-presidente Álvaro Uribe. Ela obteve pouco mais de 1,6 milhão de votos
Por Misto Brasil – DF
O candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella e o candidato de esquerda Iván Cepeda disputarão o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia em 21 de junho.
Ambos obtiveram mais de 40% dos votos neste domingo, em um cenário mais polarizado do que o previsto. Com 98% das urnas apuradas, de la Espriella obteve mais de 10,1 milhões de votos, cerca de 44%.
O candidato do presidente Gustavo Petro vem em seguida, com 9,5 milhões de votos, pouco mais de 41%.
A maior surpresa foi a queda de Paloma Valencia, candidata do ex-presidente Álvaro Uribe. Ela obteve pouco mais de 1,6 milhão de votos, pouco acima de 6,5% e bem abaixo dos 15% previstos pelas pesquisas.
Sergio Fajardo e Claudia López completam a lista de candidatos, conforme o El País.
Mais de 23 milhões de pessoas votaram, cerca de 56% do eleitorado. Aproximadamente 400 mil pessoas votaram em branco, o que corresponde a 1,7%.
Outras 240 mil pessoas votaram em cédulas inválidas, ou seja, 1%. Houve 47 mil cédulas sem marcação, o que representa 0,2%.
O Registro Nacional afirmou que o dia da eleição transcorreu “normalmente e com todas as garantias”.

Propostas de Abelardo de La Espriella
Abelardo de La Espriella baseia sua proposta no fortalecimento da autoridade estatal e em um ataque frontal ao crime organizado.
Para tanto, ele propõe um plano de ação de 90 dias com o objetivo de retomar o controle dos territórios afetados por grupos armados ilegais, intensificar as operações contra o narcotráfico e a extorsão e reforçar a cooperação internacional em matéria de segurança.
Propõe ainda a incorporação de tecnologias como drones e inteligência artificial para melhorar o trabalho de vigilância e inteligência.
Propostas de Iván Cepeda
Segurança e paz: O candidato Iván Cepeda concentra grande parte de sua plataforma na consolidação da paz e da reconciliação nacional.
Suas propostas incluem a plena implementação do Acordo de Paz de 2016, o fortalecimento dos mecanismos de verdade, justiça e reparação para as vítimas do conflito e a garantia de maior proteção aos líderes sociais e signatários do acordo.















