Como pensam os candidatos sobre Pix, facções e 6X1

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As urnas eletrônicas passam por um processo de inspeção/Arquivo/Sepé
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O levantamento sobre cinco temas atuais foi feito entre quatro pré-candidatos à Presidência da Repúlica. Veja o que dizem

Por Misto Brasil -DF

A quatro meses das eleições presidenciais, o cenário político brasileiro começa a entrar oficialmente em ritmo de campanha eleitoral.

Diante de pesquisas que indicam um cenário volátil e indefinido, nomes da direita, centro e esquerda negociam alianças e defendem estratégias distintas no debate público, sobretudo nas redes sociais.

Confira o que o presidente Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pensam sobre os temas atuais mais em alta no debate político.

O levantamento foi realizado pela Agência Sputnik.

Tipificação de facções como terroristas

Lula da Silva – É contrário à classificação das facções criminosas como terroristas pelos EUA, afirmando que a medida representa uma interferência externa na questão interna da segurança pública e na soberania do Brasil.

Defende o combate às facções pelas instituições brasileiras, por meio de uma maior integração entre as polícias estaduais e federal, estratégias de asfixiamento econômico das facções, maior integração entre países vizinhos e parcerias com os EUA.

Flávio Bolsonaro – É favorável à tipificação e afirma ter atuado junto a autoridades norte-americanas pela inclusão das facções na lista dos EUA de organização terroristas.

Defende que a medida representa um passo importante no combate ao crime organizado e propõe, caso seja eleito, incluir o Brasil no Escudo das Américas, coalizão liderada pelos EUA junto a países latino-americanos para combater o narcotráfico e a influência de potências externas em países do continente.

Ronaldo Caiado – Classifica CV e PCC como “multinacionais do crime” e é favorável à tipificação das facções como terroristas pelos EUA. Considera que apenas a medida não soluciona o problema da criminalidade, mas serve como instrumento de cooperação internacional contra o crime organizado.

Romeu Zema – Celebra a inclusão das facções na lista norte-americana de organizações terroristas e não considera a medida uma ameaça à soberania do Brasil. É defensor de endurecimento de penas para reduzir índices de violência e de uma politica de encarceramento em massa similar à adotada por El Salvador.

Escala 6×1

Lula da Silva – Tem na medida uma das bandeiras de seu governo e apoia a redução da jornada sem redução de salário, a ser feita de maneira gradual e com possibilidade de negociação entre as partes para adequar a transição. Defende fiscalização para garantir que a medida seja respeitada por empregadores.

Considera o fim da escala 6×1 uma medida que garantirá aos trabalhadores tempo para lazer, convívio familiar e qualificação, afirmando que tais medidas se revertem em benefícios para a economia.

Flávio Bolsonaro – É crítico do fim da escala 6×1 e afirma que a medida acarreta custos para empresas e empregos. Defende a remuneração por hora de trabalho, mantendo a escala 6×1, e a criação de um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ronaldo Caiado – Contrário ao fim da escala e considera que o tema é mal debatido e conduzido de maneira irresponsável. Propõe maior liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores como alternativa e revisão do modelo CLT. Afirma que o modelo de escala 5×2 não é adequado a países que buscam se desenvolver.

Romeu Zema – É contrário ao fim obrigatório da escala 6X1 e classifica a medida como populista. Defende uma economia liberal, com flexibilização das relações de trabalho, com liberdade para que empregadores e funcionários negociem cargas horárias. Defende a criação de complementos à CLT.

Pix

Lula da Silva – Defende o Pix como política de sucesso da equipe técnica do Banco Central desenvolvida desde 2018 e refuta boatos sobre tributações ou fim do sistema. É crítico das acusações do governo dos EUA sobre o sistema ser prejudicial a bandeiras de cartões norte-americanas.

Flávio Bolsonaro –Apoia a manutenção do Pix, afirma que o sistema é fruto do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), por ter entrado em operação durante sua gestão.

Ronaldo Caiado – É defensor do Pix e afirma que o sistema é o “cartão do povo brasileiro” e um “patrimônio nacional”. Considera que o sistema oferece vantagens competitivas aos brasileiros e sua manutenção é uma questão de soberania.

Romeu Zema – Apoia a manutenção do Pìx, defendendo o sistema como uma ferramenta alinhada à sua politica de livre mercado e liberdade econômica.

Terras raras

Lula da Silva – Defende ampliar a exploração mineral com agregação de valor ao Brasil, com o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva nacional e atrair investimentos.

Flávio Bolsonaro – É inclinado à entrada do investimento privado no setor, com parceiros internacionais, sobretudo os EUA, para a exploração do setor de minerais estratégicos.

Ronaldo Caiado – Tem no tema uma de suas principais bandeiras, uma vez que o estado de Goiás possui uma das reservas mais relevantes de terras raras do Brasil. Defende a exploração das reservas com parcerias estrangeiras, principalmente os EUA, com o qual assinou um contrato de cooperação técnica durante sua gestão como governador do estado para a exploração dos minerais estratégicos.

Romeu Zema – O estado de Minas Gerais também tem uma expressiva reserva de terras raras e Zema defende a atração de investimentos privados para a exploração dos minerais estratégicos e flexibilização regulatória. É favorável à entrada de empresas estrangeiras na exploração das reservas.

Empregos em aplicativos

Lula da Silva – Defende uma regulamentação do setor de empregos em aplicativos voltados para transporte e entrega, visando a proteção social dos empregados, com direitos como Previdência, mantendo a atividade dos aplicativos.

Flávio Bolsonaro – Enfatiza a flexibilidade e autonomia dos trabalhadores de aplicativos e critica possíveis regulações, afirmando que podem reduzir vagas e aumentar os custos.

Ronaldo Caiado – Defende a livre iniciativa de empresas de aplicativos e trabalhadores do setor e é contrário a regras que considera que podem restringir a atividade.

Romeu Zema – É favorável a uma política liberal para trabalhos por aplicativos, defendendo a flexibilidade, e crítico de medidas que considera intervenção estatal no setor.

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