Leila Barros, Izalci Lucas e Damares Alves disseram que muitas perguntas não foram respondidas na audiência com Nelson de Souza
Por Misto Brasil – DF
Os senadores do Distrito Federal levantaram preocupação sobre uma das garantias exigidas no acordo de reestruturação: repasses federais e recursos dos Fundos de Participação.
Eles questionaram se o Distrito Federal deixará de realizar algumas ações durante esse prazo de pagamento do empréstimo, como por exemplo, a realização de concursos ou os 33 programas sociais tocados pelo banco.
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O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou o acordo para salvar o Banco de Brasília (BRB). Ele disse que os custos da operação serão transferidos à população do Distrito Federal.
De acordo com o senador, o Governo do Distrito Federal assumirá obrigações financeiras por até 15 anos para fazer frente aos prejuízos decorrentes de investimentos realizados pela instituição na tentativa de compra do Banco Master, barrada pelo Banco Central.
Segundo Izalci, o acordo prevê um aporte de R$ 8,8 bilhões no banco, valor que, segundo seus cálculos, é incompatível com o patrimônio atual do BRB.
O senador também afirmou que ainda existem incertezas sobre a recuperação de parte dos ativos envolvidos na operação e questionou a falta de acesso a relatórios de auditoria produzidos para analisar as operações do banco.
“Estamos investindo R$ 8 bilhões num patrimônio que hoje vale R$ 3 bilhões. Isso sem considerar, ou considerando, que realmente os R$ 8 bilhões vão resolver o problema, e não vão, vão simplesmente pagar o prejuízo dessa roubalheira toda que foi feita”.
Quem também não gostou do acordo foi a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ela assistiu o depoimento do presidente do BRB, Nelson de Souza, na audiência realizada ontem (09) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
A parlamentar afirmou que saiu da reunião com muitas dúvidas porque uma série de perguntas não foram respondidas pelo executivo.
Ela exigiu que a apuração sobre as transações entre o BRB e o Banco Master tenha consequências financeiras para os culpados.
Damares defendeu o bloqueio imediato de bens pessoais dos gestores envolvidos e fez um alerta público sobre o uso de intermediários para camuflar empréstimos irregulares.
A senadora Leila Barros (PDT-DF), que também assistiu a audiência, relatou que o acordo vai resultar em prejuízo para a população do Distrito Federal.
E cobrou a divulgação de nomes que tenham sido beneficiados na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Segundo a parlamentar, o “maior golpe financeiro do mundo” não pode ter sido apenas uma obra do ex-presidente do banco estatal e de Daniel Vorcaro.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) alertou que o governo do Distrito Federal já registra um déficit nas contas públicas de cerca de R$ 5 bilhões.
Disse considerar “graves” as condições negociadas no acordo. Na visão dela, a população do Distrito Federal vai acabar pagando o preço da fraude bancária envolvendo ativos do Banco Master.
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