A deputada distrital Paula Belmonte levou ao plenário um boleto simbólico de R$ 20 bilhões para chamar a atenção da operação d BRB
Por Misto Brasília – DF
A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa (CEOF) aprovou o parecer preliminar o projeto de lei sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2027.
O relator, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), destacou que o projeto apresenta pontos que precisam ser esclarecidos, pois “podem comprometer o futuro fiscal do DF”.
O relatório relacionou 37 questionamentos que devem ser respondidos pelo Poder Executivo até 19 de junho.
Os pontos críticos apontam para uma crise fiscal estrutural:
“O Executivo projeta déficits nominais anuais de quase R$ 915 milhões para o triênio, com nossa margem para novas despesas obrigatórias estrangulada em apenas R$ 166,98 milhões. O caixa do DF está no limite”.
Ele também advertiu sobre o “risco sistêmico do BRB” e o risco previdenciário, com o aumento do “rombo” do Iprev-DF.
Ainda de acordo com o relatório, o DF pode perder R$ 1,5 bilhão por ano em receitas correntes caso a Justiça entenda que o imposto de renda dos servidores das forças de segurança passe a ser arrecadado pelo governo federal.
Eduardo Pedrosa defendeu que o Colégio de Líderes debata a diminuição do teto das emendas parlamentares individuais de 2% para 1,55% da Receita Corrente Líquida.
Durante a reunião da comissão, foi aprovada a convocação da secretária de Mobilidade Urbana do DF, Sandra Maria Holanda de França.
É para prestar informações sobre as ações estratégicas da pasta frente a crise estrutural dos transportes, das despesas de gestões anteriores e sobre os impactos da tarifa técnica e subsídios.
A deputada distrital Paula Belmonte levou ao plenário um boleto simbólico de R$ 20 bilhões para chamar a atenção dos parlamentares e da população sobre o projeto do Governo do Distrito Federal que autoriza uma operação bilionária relacionada ao BRB.
A parlamentar exibiu um boleto gigante com a mensagem “Esse boleto vai ser seu” para ilustrar o impacto que a dívida pode gerar para os cofres públicos e para os contribuintes do Distrito Federal.
Segundo Paula Belmonte, a proposta está sendo analisada sem que informações essenciais tenham sido devidamente esclarecidas à sociedade.
“Estamos falando de uma operação que pode comprometer o futuro financeiro do Distrito Federal”.












