A medida é o maior pacote de financiamento já estruturado com recursos do fundo e visa garantir a conectividade regional
Por Misto Brasil – DF
O governo federal chancelou um socorro histórico para a aviação civil brasileira. Nesta segunda-feira (22), o Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CG-Fnac) aprovou a liberação de R$ 13,56 bilhões em linhas de crédito para as companhias aéreas.
A medida é o maior pacote de financiamento já estruturado com recursos do fundo e visa garantir a conectividade regional, frear a alta de custos e impulsionar investimentos de longo prazo.
“O setor aéreo é estratégico para o desenvolvimento econômico. Essas linhas de crédito garantem condições para as empresas continuarem operando e fortalecendo a conectividade”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
O montante foi dividido em duas frentes financeiras principais:
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Capital de giro emergencial (R$ 8 bilhões): Gol, Latam e Azul podem captar até R$ 2,5 bilhões cada (e a Abaeté, R$ 80 milhões) para enfrentar os custos do querosene de aviação (QAV). O prazo de pagamento é de 60 meses, com juros de 4% ao ano e carência de um ano.
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Investimentos de longo prazo (R$ 5,56 bilhões): As três grandes aéreas terão direito a até R$ 1,8 bilhão cada para modernização, compra de aeronaves e aquisição de combustível sustentável (SAF). As taxas variam entre 6,5% e 7,5% ao ano.
Em troca do crédito de longo prazo, as empresas terão que cumprir uma contrapartida social e estratégica: aumentar em 15% os voos na Amazônia Legal e no Nordeste (ou garantir que 17,5% das decolagens anuais ocorram nessas regiões) dentro de 24 meses. Agora, a liberação dos valores bilionários depende do aval técnico e da análise de risco de crédito do BNDES.
























