Relatório de Banco Adaptativo da Galileo Financial Technologies aponta o Brasil como o mercado mais maduro e adaptativo da região
Por Misto Brasil – DF
A velocidade dos pagamentos instantâneos na América Latina (como Pix e SPEI) deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser apenas uma obrigação operacional.
É o que revela o Relatório de Banco Adaptativo da Galileo Financial Technologies, que entrevistou 337 CIOs e CTOs no Brasil, México, Colômbia e Argentina. O principal desafio do setor financeiro migrou da rapidez para a escalabilidade e inovação.
Segundo a pesquisa, apenas 8% dos executivos priorizam a rapidez das transações no dia a dia.
O foco agora está no conceito de banco adaptativo: a capacidade de ajustar infraestrutura e experiências em tempo real. O estudo detectou gargalos críticos de agilidade na região:
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Barreira de segurança: Para 45,7% das empresas, os sistemas de fraude e risco são os maiores obstáculos para alavancar operações.
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Time-to-market lento: Mesmo no mercado digital, 69,1% das organizações demoram mais de seis meses para lançar um novo produto financeiro.
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Subutilização de dados: Enquanto 84,3% usam dados em tempo real para prevenção a fraudes, apenas 61,1% aplicam a tecnologia no suporte proativo ao cliente.
Brasil lidera em infraestrutura escalável na América Latina
O levantamento aponta o Brasil como o mercado mais maduro e adaptativo da região. Por aqui, 82,6% das companhias veem os serviços financeiros em tempo real como geradores diretos de receita.
Além disso, 63% dos executivos brasileiros confiam que sua infraestrutura técnica conseguiria escalar permanentemente em apenas sete dias.
Em contrapartida, o México sofre o maior impacto com segurança, onde 52,7% indicam os sistemas de risco como travas para inovar.
A Colômbia e a Argentina registram a maior fricção de tempo: 80,2% das empresas colombianas e 87,2% das argentinas demoram mais de um semestre para disponibilizar novos produtos financeiros no mercado.
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