Santa Catarina será o estado mais afetado pelo tarifaço

Fiesc sede SC Misto Brasil
Sede da Federação ds Indústrias que representa o setor em Santa Catarina/Arquivo/Divulgação
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É o que diz um estudo elaborado pela Federação das Indústrias do estado e deve impactar na geração de emprego

Por Misto Brasil – DF

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) reagiu com preocupação à confirmação de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Pelo menos 80% dos produtos, segundo a entidade, serão tarifados. Veja logo abaixo o vídeo com o economista Pablo Bittencourt.

A entidade afirmou que a medida pode provocar impactos semelhantes aos registrados no primeiro tarifaço, incluindo a perda de empregos e de competitividade da indústria catarinense.

Leia – EUA aplicam sobretaxa sobre exportações. Veja os impactos

Segundo estudo da Fiesc, Santa Catarina já deixou de gerar cerca de 7,6 mil vagas formais durante a primeira rodada de sobretaxas e a expectativa é de que o novo pacote produza efeitos semelhantes.

O governo de Donald Trump confirmou a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros em teleconferência realizada na quarta-feira (15).

A ordem executiva ainda não foi publicada, mas o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) informou que a lista de produtos afetados será divulgada nas próximas horas.

De acordo com a Fiesc, embora a tarifa nominal máxima seja reduzida de 50% para 37,5% nesta segunda fase, a mudança não representa alívio para a indústria catarinense, anotou o Times Brasil.

A tarifa efetiva sobre os produtos do estado cairá de 47,8% para 35,9%, mas concorrentes internacionais terão acesso a condições mais favoráveis.

“O impacto projetado para esta nova fase tarifária é similar aos danos que já experimentamos no primeiro tarifaço”, afirmou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Para o economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, a redução das alíquotas esconde um cenário desfavorável, já que os principais concorrentes do Brasil enfrentarão tarifas menores no mercado americano.

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