Regiões como a Zona Sul do Rio de Janeiro e o litoral de Santa Catarina concentram o aumento na procura de imóveis por investidores
Por Misto Brasil – DF
O crescimento do turismo internacional e a consolidação do trabalho remoto impulsionam o mercado imobiliário brasileiro.
Regiões como a Zona Sul do Rio de Janeiro e o litoral de Santa Catarina concentram o aumento na procura de imóveis por investidores estrangeiros, movimentando o setor de construção e serviços de gestão residencial.
Dados oficiais apontam que o Brasil recebeu 9,2 milhões de visitantes estrangeiros em 2025, enquanto os primeiros cinco meses de 2026 já contabilizam 4,9 milhões de turistas.
Esse fluxo se reflete diretamente na aquisição de propriedades voltadas para temporada e geração de renda, informou a DW.
Perfil dos imóveis e principais compradores
A preferência dos investidores externos se concentra em modelos compactos, como estúdios e apartamentos na planta.
No Rio de Janeiro, levantamentos do Sinduscon-Rio indicam que estrangeiros responderam por 30% das vendas de unidades compactas recém-lançadas nos bairros de Ipanema e Leblon.
Em Florianópolis, o Creci-SC aponta que 83% das vendas de uma imobiliária local tiveram como destino cidadãos argentinos interessados em imóveis na planta.
Além de norte-americanos e argentinos, o mercado atrai compradores de países europeus, como França e Suíça, e investidores dos Emirados Árabes Unidos e da Rússia.
Fatores de atratividade e impacto nos preços
A valorização cambial frente ao real e o potencial de valorização do litoral brasileiro em relação a mercados saturados, como Miami e o Algarve, são os principais atrativos econômicos.
No âmbito legal, a resolução do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) concede autorização de residência para estrangeiros que investem a partir de R$ 1 milhão em imóveis com recursos próprios vindos do exterior.
O aquecimento do setor também gera reflexos no mercado local.
A alta demanda por locação temporária via plataformas digitais contribui para o reajuste nos preços dos aluguéis residenciais comuns, o que gera debates sobre a necessidade de futuras regulações nas capitais afetadas.
















