Dólar terminou o dia de negociações em queda, assim como o ouro

Ouro investimento aplicação poupança Misto Brasil
O metal tem se apresentado como um investimento seguro em meio a atribulações/Arquivo
Compartilhe:

O câmbio brasileiro reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que cortou a taxa Selic

Por Misto Brasil – DF

Nesta quinta-feira (6), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1073, com queda de 0,41%.

O dólar aqui destoou do desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,29%, aos 99.964 pontos.

O câmbio brasileiro reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano, a quarta flexibilização dos juros consecutiva e, mais uma vez, a decisão foi unânime, em linha com o esperado pelo mercado.

A bolsa de valores no Brasil

Nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,22%, cotado aos 175.558 pontos.

Principais fatores do dia:

  • Repercussão do Copom: O mercado seguiu digerindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (de 14,25% para 14% ao ano). O tom cauteloso do comunicado deixou os próximos passos em aberto, mantendo a postura de restrição monetária.

  • Expectativa nos EUA: Investidores adotaram postura mais cautelosa no exterior à espera da divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano (payroll).

  • Balanços Corporativos: O pregão teve forte movimentação provocada pela temporada de balanços do 2º trimestre (2T26), com atenções voltadas para o resultado do Bradesco e a expectativa da divulgação dos números da Petrobras ao fim do dia.

Os índices de Wall Street fecharam em baixa à espera do principal relatório do mercado de trabalho acompanhado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), o payroll, e com a notícia de que o acordo de reabertura do Estreito de Ormuz teria como um dos pontos a proibição de navios dos EUA.

Ouro, prata e petróleo

O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira em leve queda, após a forte valorização de mais de 3% registrada na sessão anterior.

O mercado continuou acompanhando as expectativas em torno de um possível acordo para a retomada da navegação no Estreito de Ormuz, enquanto a ausência de um anúncio sobre o entendimento contribuiu para uma nova alta do petróleo, pressionando os preços dos metais.

Além das movimentações no setor de energia, os investidores permaneceram atentos aos impactos da inflação sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). A expectativa em relação à trajetória dos preços continua como um dos principais fatores para a definição das cotações do ouro e da prata.

Os preços do petróleo bruto subiram na quinta-feira depois que a imprensa estatal iraniana publicou um projeto de plano com condições restritivas para o tráfego de navios no Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, referência internacional, subiu cerca de 4%, para US$ 82,72 por barril. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, teve alta de cerca de 3,5%, para US$ 77,83.

Os preços caíram cerca de 8% esta semana, depois que o presidente Donald Trump, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o secretário de Estado Marco Rubio disseram que um acordo estava próximo para aumentar o tráfego pelo estreito. (Com o Times Brasil e o MoneyTimes)

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades