Após romper a sequência de quedas e bater os 170 mil pontos no pregão anterior, o Ibovespa opera em ritmo de realização de lucros.
Por Misto Brasil – DF
O acirramento das dores geopolíticas globais e a disparada do petróleo contiveram o alívio recente da bolsa brasileira nesta quinta-feira (20), analisa a estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig.
Após romper a sequência de quedas e bater os 170 mil pontos no pregão anterior, o Ibovespa opera em ritmo de realização de lucros. A cautela dos investidores reflete a busca por proteção diante das novas incertezas no exterior e seus desdobramentos na economia doméstica.
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A escalada das tensões se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o “Dia D Econômico” contra o Irã, prometendo sanções severas a quem negociar com o país. O temor de gargalos no Estreito de Ormuz fez o barril do tipo Brent superar os US$ 92.
De acordo com Rebecca Nossig, o cenário gera forças opostas para o mercado local: se por um lado favorece gigantes como a Petrobras, por outro acende o alerta inflacionário.
O avanço na cotação das commodities mitiga grandes quedas no índice, mas a perspectiva de combustíveis mais caros limita o alívio na inflação. Diante disso, o Banco Central deve manter uma postura conservadora em relação à Selic.
A manutenção dos juros em patamares elevados encarece o crédito e continua penalizando ações de consumo interno, varejo e construção.



















