O balanço de vítimas subiu para 273 mortos, enquanto não se conhece o paradeiro de pelo menos outras 1,3 mil pessoas, originárias de 30 países.
Por Misto Brasil – DF
Parentes angustiados lotavam nesta quinta-feira (27) os corredores de hospitais e delegacias, numa busca desesperada pelos desaparecidos nas enchentes que devastaram a fronteira entre Nepal e Tibete.
O balanço de vítimas subiu para 273 mortos, enquanto não se conhece o paradeiro de pelo menos outras 1,3 mil pessoas, originárias de 30 países.
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Não há registro de brasileiros entre as mortes e desaparecidos.
Dentre os desaparecidos, há ao menos 288 cidadãos da Índia, entre turistas e trabalhadores, enquanto mais 200 estão isolados na China. Outras centenas de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas na região do Himalaia.
Em um hospital de Katmandu, Chitra Bahadur Nepali procurava por seu sobrinho, Yubraj Sewak, motorista que seguia em direção a Rasuwa, antes de perder contato.
“O nome dele não aparece em nenhuma das listas que vimos, e outro membro da nossa família também está desaparecido,” disse Nepali, de 52 anos, mostrando uma fotografia dele no celular.
Na véspera, uma parede de água e lama semelhante a um tsunami varreu vilarejos e cidades ao longo dos rios Bhote Koshi e Trishuli. Rasuwa, no norte nepalês, foi o primeiro distrito atingido e, por isso, se tornou o epicentro da tragédia.
Mas mortes foram registradas em outros seis distritos, à medida que as águas avançaram mais de 160 quilômetros para o sul, até Chitwan, próximo à fronteira com a Índia.
Equipes de resgate agora vasculham, sob condições extremamente desafiadoras, os distritos devastados pelas enchentes em busca de sobreviventes. Cerca de 240 pessoas já foram resgatadas com vida por helicópteros.
No Nepal, mais de 800 pessoas, incluindo aproximadamente 580 turistas nepaleses e estrangeiros, continuavam sem contato, de acordo com a agência nacional de gestão de desastres.
No Tibete, a imprensa estatal chinesa reportou que o “desastre provocado por deslizamentos de lama” matou três pessoas, enquanto 558 pessoas, incluindo 260 estrangeiros, estavam desaparecidas. Entre eles estão oito cidadãos alemães.(Texto da DW)




















