Número de desaparecidos no Nepal ultrapassa 2.400

Nepal avalanche tragédia Misto Brasil
Momento em que é registrado a avalanche de detritos perto de uma vila/Reprodução vídeo
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Novos números surgiram no mesmo dia em que foram adicionados 933 trabalhadores de usinas hidrelétricas a uma lista de pessoas desaparecidas.

Por Misto Brasil – DF

O número de desaparecidos no Nepal e na China ultrapassou 2.400 na sexta-feira (28), o que evidencia a dimensão do desastre dias depois de uma onda gigante de água e detritos, semelhante a um tsunami, ter varrido aldeias e matado centenas de pessoas.

Equipes de resgate lutavam contra a lama enquanto a ameaça de novas inundações pairava no ar. Até o momento, as equipes de emergência recuperaram 586 corpos, e alguns dos mortos foram levados pela correnteza até a Índia.

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Os novos números surgiram no mesmo dia em que a autoridade de gestão de desastres do Nepal adicionou 933 trabalhadores de usinas hidrelétricas a uma lista de pessoas desaparecidas, que já incluía excursionistas e peregrinos ao sagrado Monte Kailash, no Tibete.

Familiares lotaram hospitais na capital do Nepal em uma busca angustiante por seus entes queridos, com cartazes nas paredes exibindo fotos e nomes dos desaparecidos.

“Hoje é o terceiro dia e não sabemos de nada. Espero que ele esteja em segurança”, disse Samjhana Thing, de 27 anos, à agência de notícias AFP, referindo-se ao irmão. “Perdemos tudo. Ele é tudo para nós.”

O Serviço Geológico dos Estados Unidos afirmou que o desastre, o mais mortal para o Nepal desde o terremoto de 2015, foi causado pelo colapso de uma geleira, que desencadeou um vasto fluxo de detritos gelados.

O dilúvio de gelo e lama também causou a formação de enormes lagos, e uma dessas formações se tornou uma ameaça direta para as equipes de resgate que vasculham a região em busca de sobreviventes.

A polícia nepalesa pediu a todos os socorristas que “se deslocassem imediatamente para um local seguro”, afirmando ter recebido informações de que “uma barragem se rompeu novamente no lado tibetano”.

No Tibete, a China foi forçada a suspender na sexta-feira a operação de resgate na área mais afetada de Gyirong devido ao risco de novas inundações, mas afirmou que a ameaça havia diminuído.

A emissora estatal CCTV informou que um lago formado por imensos montes de entulho começou a transbordar na direção para onde as equipes de resgate estavam se dirigindo, mas posteriormente afirmou que o nível da água havia baixado.

As operações de resgate estavam, portanto, “prosseguindo de forma ordenada”, acrescentou.

O presidente chinês Xi Jinping, que presidiu uma reunião sobre os esforços de resgate, ofereceu a ajuda de Pequim às operações de emergência no Nepal.

 

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