Novo bloqueio no Mar Negro alimenta temores de crise alimentar

Mapa Mar Negro Europa Misto Brasil
O Mar Negro é uma importante hidrovia para abastecer a Europa/Arquivo
Compartilhe:

O sentimento de alarme veio à tona durante uma reunião de ministros na Irlanda, marcada por apelos a um cessar-fogo imediato na região.

Por Misto Brasil – DF

A Europa teme que uma crise devastadora com efeitos em cadeia possa eclodir à medida que a guerra da Rússia na Ucrânia impõe um novo bloqueio ao Mar Negro, sufocando uma rota comercial vital.

O sentimento de alarme veio à tona na quarta-feira durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE na Irlanda, marcada por apelos a um cessar-fogo imediato na região.

“No Mar Negro, os ataques russos a navios graneleiros podem causar outro choque na segurança alimentar mundial“, disse a Alta Representante da UE, Kaja Kallas.

O belga Maxime Prévot pediu uma “solução coordenada” para evitar o que descreveu como um desastre triplo: um colapso nas receitas do Estado ucraniano, uma crise alimentar global em África e uma intensificação dos fluxos migratórios em larga escala em direção à Europa.

“Os bloqueios nos embarques de grãos e energia no Mar Negro não são algo que possamos simplesmente observar à distância”, disse ele.

Desde julho, Moscou intensificou os ataques contra portos e embarcações ucranianas no Mar Negro, prejudicando seriamente sua capacidade de vender grãos para clientes globais como Egito, Argélia, Tunísia, Iêmen e Indonésia, entre outros. Kiev respondeu na mesma moeda , lançando ataques com drones e mísseis contra navios e centros de distribuição russos.

A escalada da violência coincidiu com o auge da época da colheita na Ucrânia e deixou grandes quantidades de milho, cevada e trigo acumuladas no país.

Antes da retomada das greves, a Ucrânia exportava 6 milhões de toneladas de produtos agrícolas e siderúrgicos por mês através de três portos: Odessa, Chornomorsk e Pivdenny.

Atualmente, são comercializadas cerca de 4,5 milhões de toneladas por rotas alternativas, já que as empresas petrolíferas continuam relutantes em empreender a perigosa viagem marítima.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades