Lista de nomes na churrasqueira de Ciro Nogueira

Senador Ciro Nogueira Misto Brasília
Ciro Nogueira é o senador que chefiou a Casa Civil no governo de Bolsonaro/Arquivo/Agência Brasil
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O papel com nomes de parlamentares foi localizado durante buscas da Operação Compliance Zero, no imóvel do senador no Lago Sul.

Por Misto Brasil – DF

A Polícia Federal (PF) encontrou dentro de uma churrasqueira, na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em Brasília, uma lista manuscrita com o cabeçalho “Câmara”, trazendo primeiros nomes de parlamentares seguidos de números que os investigadores interpretam como possíveis valores.

O material foi localizado durante buscas da 5ª fase da Operação Compliance Zero, no imóvel do senador no Lago Sul, conforme noticiou o g1.

Segundo os autos, uma funcionária doméstica da casa contou aos agentes que havia recebido do próprio senador a orientação de queimar os papéis, descritos como material “antigo ou sem serventia” — o que não chegou a ser feito por falta de tempo antes da chegada da polícia.

Na lista apreendida, a PF associa nomes a possíveis parlamentares: “Arthur” a Arthur Lira (PP-AL), “Hugo” a Hugo Motta (Republicanos-PB), “Elmar” a Elmar Nascimento (União-BA), “Luizinho” a Doutor Luizinho (PP-RJ), “Adolfo” a Adolfo Viana (PSDB-BA) e “Isnaldo” a Isnaldo Bulhões (MDB-AL), além de outros nomes ainda não identificados, como Diego, Altineu e Netinho.

Ao lado de cada nome aparecem numerações que os investigadores tratam como prováveis valores, ainda sem esclarecimento sobre seu significado.

Dos citados como possível referência a parlamentares, o número 40 sucede o nome de Lira, enquanto o número 10 aparece à frente do nome de todos os outros. Até o momento, não há desdobramentos formais ou acusações da PF ligadas diretamente a essa lista.

O relatório da diligência também registrou sinais de padrão de vida elevado na residência, citando uma adega com vinhos e uísques de alto valor, bolsas de grife e diversas malas de viagem vazias com etiquetas em nome de terceiros, inclusive de familiares do senador, o que levantou suspeita de possível uso para transporte de valores.

Procurados pelo g1, os citados se manifestaram: a assessoria de Arthur Lira disse que ele desconhece as anotações; a de Hugo Motta informou que ele não vai comentar o assunto; e Elmar Nascimento negou qualquer relação com o registro, classificando-o como “apócrifo” e afirmando nunca ter tido vínculo político com Ciro Nogueira, criticando o que chamou de momento “policialesco” voltado à classe política.

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