El Niño pode causar 13,3 mil mortes por calor no Brasil

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Alterações climáticas provocadas pela humanidade ameaçam o próprio planeta/Arquivo/Nosso Impacto
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Além das ondas de calor, a previsão para o território brasileiro inclui o agravamento de secas e proliferação de incêndios florestais.

Por Misto Brasil – DF

O próximo presidente da República assumirá a gestão em 2027 sob o impacto de um fenômeno El Niño que pode se tornar o mais intenso já registrado na história.

A projeção é de um estudo do Climate Impact Lab, que estima 13,3 mil mortes adicionais relacionadas ao calor extremo no país até fevereiro, posicionando o Brasil como o quinto território mais impactado entre as nações analisadas.

Além das ondas de calor, a previsão para o território brasileiro inclui o agravamento de secas, a proliferação de incêndios florestais e a ocorrência de tempestades severas.

Diante desse cenário, a estruturação de políticas de prevenção a desastres, o fortalecimento da Defesa Civil, a adaptação do sistema de saúde pública e os mecanismos de alerta preventivo figuram como prioridades operacionais imediatas para a transição governamental.

O Poder Legislativo também exercerá papel central na gestão dessas emergências. Cabe ao Congresso Nacional a votação da Lei Orçamentária Anual, a fiscalização de ações governamentais e a apreciação de créditos extraordinários voltados ao socorro de regiões afetadas por calamidades.

Somente em 2026, dez medidas provisórias relacionadas à mitigação e resposta a desastres climáticos tramitaram na Câmara e no Senado, somando o aporte de R$ 3,2 bilhões.

A análise do histórico recente e dos planos de governo apresentados pelas candidaturas presidenciais indica, contudo, espaço reduzido para as metas ambientais e de adaptação climática na agenda eleitoral.

Levantamento do Observatório do Clima aponta lacunas nos programas estruturais entregues à Justiça Eleitoral. Paralelamente, dados do projeto Fakebook.eco documentam retrocessos institucionais e o enfraquecimento de órgãos de controle ocorridos entre 2019 e 2022.

Como instrumento de transparência e cobrança pública, a plataforma Vote pelo Clima reúne a adesão voluntária de cerca de 250 candidaturas com compromissos voltados à redução de desastres e ao combate à crise climática, servindo como base de dados para o acompanhamento das metas após o pleito.

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