Fazia tempo que o Brasil não testemunhava uma mobilização eleitoral dessa dimensão registrada no segundo turno.
Por Napoleão de Castro
Há exatos oito dias, em 25 de outubro de 2026, o Brasil, nosso povo, nossa gente, deu ao mundo uma demonstração extraordinária do que significa democracia.
O sete de Setembro é consagrado como o Dia da Independência do Brasil. Mas o 25 de outubro de 2026 também merece entrar para a história como um marco da defesa de nossas liberdades e conquistas democráticas.
Diferentemente de tantos conflitos que testemunhamos pelo mundo, a manutenção de nossas liberdades ocorreu sem uma única arma ou qualquer recurso bélico. O exército que esteve à frente dessa luta foi formado por mais de 11 milhões de brasileiros, comandados por duas armas poderosas: Verdade e mobilização.
Como em toda batalha política, houve quem utilizasse qualquer munição para tentar vencer. Mas, às vezes, a arma se volta contra quem a dispara. Foi o que aconteceu com aqueles que, por meio de uma trama política questionável, tentaram atingir um dos mais importantes quartéis da democracia brasileira: o povo nordestino.
Fazia tempo que o Brasil não testemunhava uma mobilização eleitoral dessa dimensão. Muitos daqueles que marcharam para as urnas talvez não tivessem plena consciência de quem era o comandante ou de qual estrela brilhava em seu regimento. Mas havia algo maior, capaz de unir diferentes pensamentos e convicções: liberdade.
Uma coisa ficou definitivamente demonstrada: Quando a disputa é contra o povo, não se pode utilizar as armas da mentira, do autoritarismo, da discriminação e da prepotência.
A reação popular pode se tornar ainda maior, e o resultado, inevitavelmente, alcança também os chamados “mercados” e aqueles que, antes mesmo do fim da batalha, já anunciavam novos comandantes.
Não subestimem a força do povo brasileiro.
Quem não estiver preparado para enfrentar a vontade popular não deveria sequer entrar nessa disputa. Seja o 01, 02 ou qualquer outro, o resultado de uma batalha contra a democracia pode ser o mesmo: A derrota política e a fuga de quem não tem coragem de assumir as consequências de seus próprios atos.
A história está repleta de aprendizes de comandante que, diante do primeiro revés, abandonam suas tropas e desaparecem do campo de batalha. Não se despedem sequer da mãe, muito menos daqueles que acreditaram em suas promessas.
O Brasil mostrou que a democracia não se sustenta pela força das armas, mas pela força de sua gente.
O Nordeste mostrou que sua história, sua identidade e sua consciência política não estão à disposição de projetos autoritários ou de interesses que desprezam a vontade popular.
25 de outubro de 2026: uma nova página na história da democracia brasileira.
(Napoleão de Castro é jornalista em Brasília com atuação para o Nordeste do Brasil)
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