Inflação acumulada deve registrar maior alta desde FHC 1

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Muitos preços de produtos estão atrelados às questões de mercado internacional/Arquivo
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O desempenho econômico entre os dois principais adversários nas eleições deste ano é bem distinto

Texto de Vivaldo de Sousa

Se confirmada a inflação de 7,1% estimada pelo Banco Central para 2022, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fechará seu governo com uma inflação acumulada próxima de 28,5%, a maior registrada para os quatro primeiros anos de mandato desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1995-1998). Vale lembrar que a inflação acumulada na administração FHC 1 considera um IPCA de 22,41% em 1995, primeiro ano de governo, cerca de 18 meses após o lançamento do Plano Real.



Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de votos para a presidência da República, o ex-presidente Lula da Silva (PT) teve uma inflação acumulada de 28,2% ao longo dos quatro primeiros anos de mandato (2003-2006). Dilma Rousseff (PT), afastada do cargo em 2016, foi quem registrou a menor inflação nos quatro primeiros anos de governo: 26,4% entre janeiro de 2011 e dezembro de 2015.

Embora a inflação acumulada no quatro primeiros anos dos governos Lula 1 e Bolsonaro pareçam próximas, o desempenho econômico entre os dois principais adversários nas eleições deste ano é bem distinto. Do ponto de vista de crescimento econômico, o Produto Interno Bruto (PIB) acumulou nos quatro primeiros anos da gestão petista um aumento de quase 15%. Sob Bolsonaro, o PIB deve acumular uma alta próxima de 3%.



Quando são analisados os dados de desempregados, os dados do IBGE também são mais favoráveis ainda são favoráveis ao petista. Em 2006, último dos quatro primeiros anos de mandato de Lula, a taxa ficou em 10%. No caso do governo Bolsonaro, o dado mais recente do IBGE, divulgado em fevereiro, mostra uma taxa de 11,1% no trimestre encerrado em dezembro, o que representa uma queda em relação ao trimestre anterior.

Vale registrar que desde 2006 foram feitos ajustes na metodologia adotada pelo IBGE. Em termos salariais, os dados divulgados pelo IBGE em fevereiro mostram que a renda média do trabalhou encolheu 20,7% em um ano, para R$ 2.447, o menor valor da série histórica, iniciada em 2021. Em dezembro de 2006, os ganhos médios eram de R$ 1.054,10, o que correspondia, em dezembro de 2021, a R$ 2.478,77, atualizados pela inflação medida pelo IPCA no período.


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