Texto de Renato Riella
A polêmica criada pelo delegado Miguel Lucena Filho leva à discussão sobre os Conselhos Tutelares, eleitos e remunerados. Para que serve um Conselho Tutelar?
Dizem que instituto de pesquisa não merece confiança, pois nenhum de nós já foi pesquisado. O mesmo vale para Conselho Tutelar, que quase nunca é visto em ação por qualquer de nós.
Miguel Lucena alertou para a rotatividade de padrastos e madrastas, de antecedentes péssimos, não apurados nem conhecidos.
Esses padastros passam apenas meses numa casa onde há crianças, produzindo resultados monstruosos. Resultados que muitas vezes nem são apurados, com estupros infantis e até mortes.
Na linha do Miguel Lucena, devemos cobrar dos Conselhos Tutelares uma ação ativa (hoje, passiva) de prevenção, inclusive fazendo campanhas de esclarecimento dirigidas aos verdadeiros pais e mães “solteiros”, que vivem em busca de “casamento”.
Miguel Lucena foi de certa forma “punido” por falar. Da minha parte, estou imune a qualquer punição. E há muito tempo repudiei a demagogia do “politicamente correto”.
Prefiro o politicamente corrigido. Nesse caso, a correção deve vir da fiscalização, pois as crianças estão sendo vítimas de monstros domésticos.
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