No instante em que os partidos da oposição ocupavam os púlpitos do Congresso Nacional, o presidente Michel Temer anunciou que “não renunciarei. Sei o que fiz e da correção dos meus atos”. E exigiu rapidez nas investigações para que a solução seja rápida. Atualizado às 16h28
“Em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado”, enfatizou. Além disso, Temer ressaltou que “não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do país”.
O presidente aparentemente não tem mais base para a governabilidade. E sua situação tende a ficar pior na avaliação de analistas políticos. Na opinião deles, é possível que Temer tenha decidido ficar no Palácio do Planalto para aguardar o julgamento da chapa Dilma-Temer, previsto para ocorrer no início de junho no Tribunal Superior Eleitoral.
Há quem fale num acordo, mas de uma forma geral há unanimidade de que a situação de Temer está insustentável.
Mais cedo o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizou a abertura de inquérito para a investigação do presidente a pedido da Procuradoria-Geral da República. O que pesou bastante para consubstanciar a necessidade de abertura de inquérito foi a delação de Joesley Batista.























