A declaração é do ex-diretor da agência, Saulo Moura da Cunha, durante depoimento na CPI dos Atos Antidemocráticos
Por Misto Brasil – DF
O ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, afirmou que emitiu 33 alertas de segurança ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Os alertas foram emitidos entre os dias 2 e 8 de janeiro. Também foram enviados para mais de 20 órgãos do Legislativo e Judiciário, incluindo a Polícia Militar do Distrito Federal.
Havia, segundo ele, um iminente risco de invasão, com a chegada de radicais em mais de 100 ônibus no sábado que antecedeu à invasão nos prédios da República.
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A declaração foi dada durante depoimento como testemunha nesta manhã e início da tarde desta quinta-feira (26) na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa.
De acordo com a Agência de Notícias da CLDF, questionado pelo presidente de CPI, deputado Chico Vigilante (PT), se teria havido falha das forças de segurança, ele respondeu que a atuação da agência se restringe às ações estratégicas, e que o poder decisório fica a cargo dos órgãos destinatários dos alertas. Mas disse acreditar em erros por partes dos responsáveis pela segurança.
“Obviamente houve falhas, se não nós não teríamos a depredação das sedes dos três poderes”, afirmou.
Cunha contou que no dia dos ataques fez questão de entrar em contato pessoalmente com a ex-subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF, Marília Ferreira Alencar.
E também com o ex-chefe do GSI, general Marco Edson Gonçalves Dias, detalhando a evolução dos movimentos golpistas.
Segundo relatou, às 8 horas do dia 8, ele informou ao então ministro por mensagem que a manifestação já tinha a adesão de mais de cem ônibus.
Por volta de 13h30, ele ligou para G. Dias e disse estar muito preocupado, porque “a manifestação já se encaminhava, claramente, para um fim muito violento”. A partir de então, eles não teriam mais interagido.





















