O dia em que valeu o corporativismo no Senado

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Preocupados com a preservação dos próprios interesses, partidos adversários decidiram se unir e salvar o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais. O plenário do Senado Federal deve votar hoje a suspensão da decisão do Supremo Tribunal Federal, que há dois dias decidiu suspender novamente o mandato do presidente licenciado do PSDB nacional, recolher o passaporte e proibir que saia de casa à noite.

Partidos antagônicos na atual conjuntura política, como o PMDB e o PT vão dançar a mesma melodia. O telhado de vidro é um problema para todos e salvar Aécio a esta altura do campeonato e confrontar o Supremo é uma estratégia também para esvaziar futuras decisões no âmbito da Lava Jato e que atinjam os parlamentares. No Senado, há pelo menos 12 senadores que já são réus ou denunciados por corrupção pela Procuradoria-Geral da República.

No PSDB é provável que a bancada vote em peso pela suspensão das proibições da Suprema Corte, assim como no PP, o partido mais envolvido nas denúncias do maior esquema de corrupção da República.

Os senadores têm pressa nesta decisão e ontem não faltaram vozes para argumentar a inconstitucionalidade do STF. Aécio Neves foi flagrado com R$ 2 milhões em quatro malas diferentes. Na rasteira, foram implicados a irmã e um primo, o que resultou numa séria crise familiar. Aécio que é um expoente da política, caiu no esgoto da corrupção, crime que arrastou praticamente todos os partidos e políticos. Tudo à custa do dinheiro do contribuinte.

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