A resolução da Assembleia Geral prevê também a realização de uma cúpula para discutir o assunto e que será realizada em julho do ano que vem
Por Misto Brasil – DF
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta terça-feira (3), uma resolução que prevê a realização de uma Conferência Internacional com a presença de chefes de Estado para discutir a criação do Estado Palestino.
A resolução pelo Senegal exige que Israel se retire dos territórios palestinos ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, considerada pelo direito internacional como capital de um futuro Estado palestino.
A cúpula foi marcada para os dias 2 a 4 de julho de 2025, em Nova York. Ao todo, 157 nações votaram a favor da resolução, incluindo o Brasil, oito votos contrários e sete abstenções: EUA, Israel, Argentina, Hungria, Micronésia, Nauru, Palau e Papua Nova Guiné.
Os países que abstiveram os representantes de Camarões, República Tcheca, Geórgia, Equador, Paraguai, Ucrânia e Uruguai.
“A Conferência adotará um documento final orientado para a ação intitulado ‘Resolução pacífica da questão da Palestina e implementação da solução de dois Estados’ para traçar urgentemente uma trajetória irreversível rumo à resolução pacífica da questão da Palestina e à implementação da solução de dois Estados”, afirma o documento.
O documento pede também que Israel cumpra suas obrigações com o direito internacional, como o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU de 19 de julho de 2024 que pede para “pôr fim à sua presença ilegal no Território Palestino Ocupado o mais rapidamente possível e cessar imediatamente qualquer nova atividade de colonato e evacuar todos os colonos do território ocupado, território palestino”.
Estima-se que existam atualmente mais de 700 mil colonos judeus nos territórios palestinos da Cisjordânia, ocupação essa considerada ilegal pelo direito internacional.
A resolução ainda exige o fim das medidas de discriminação contra o povo palestino nos territórios ocupados e rejeita “qualquer tentativa de efetuar alterações demográficas ou territoriais na Faixa de Gaza, incluindo qualquer ação que reduza o território de Gaza, e sublinha que a Faixa de Gaza constitui parte integrante do território palestiniano ocupado”.




















