Neste mês, o volume acumulado de chuvas na bacia foi de aproximadamente 560 mm, abaixo dos 716 mm esperados para o período
Por Misto Brasil – DF
A escassez de chuvas na Bacia do Rio Paraguai, no Pantanal, preocupa pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB). e foi o tema central da 10ª Reunião da Sala de Crise da Bacia do Alto Paraguai, realizada nesta quinta-feira (21).
O pesquisador e engenheiro hidrólogo Marcus Suassuna destacou que, embora os rios apresentem alguns sinais de recuperação, ela tem ocorrido aquém do esperado e o prognóstico de chuvas para o próximo trimestre não é favorável.
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“Em Ladário, não se espera que o rio alcance a cota de 4,0 metros, valor característico de uma cheia no Pantanal. Além disso, pode novamente alcançar cotas negativas no segundo semestre”. Veja os gráficos da Bacia do Pantanal
O rio Miranda, no Mato Grosso do Sul, registra um dos menores volumes para fevereiro em décadas.
O rio Cuiabá se mantém próximo da normalidade, reflexo da influência do reservatório da UHE Manso, que regulariza os seus níveis.
Em Cáceres e Barra do Bugres, houve elevação dos níveis em janeiro. Chegou na cota de alerta em Barra do Bugres, mas a descida foi rápida e, em fevereiro, os volumes já estão com tendência de descida, ainda que dentro da faixa de normalidade.
Neste mês, o volume acumulado de chuvas na bacia foi de aproximadamente 560 mm, abaixo dos 716 mm esperados para o período. Para reverter a situação, seria necessário um aumento expressivo das precipitações, mas as projeções para o próximo trimestre não são favoráveis.
Em 2024, o nível mínimo alcançado por Ladário (MS) foi a cota de -69 cm. Em Porto Murtinho (MS), a cota foi de 53 m. Em Barra do Bugres o rio também atingiu o nível mínimo histórico de 22 cm enquanto em Cáceres, o segundo nível mais baixo do histórico foi observado, 27 cm.
























