No cenário doméstico, os investidores dividiram as atenções entre resultados corporativos e expectativas para a decisão do Copom
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa operou próximo da estabilidade à espera da ‘Super Quarta’, em dia de ‘forças opostas’ no mercado local. De um lado, as ações da Petrobras, peso-pesado do índice, reduziram as perdas da sessão anterior e subiram mais de 1% na esteira da forte recuperação do petróleo — impulsionando o índice. Já do outro, o tom negativo de Wall Street drenou o apetite ao risco.
Nesta terça-feira (06), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 133.515,82 pontos, com leve avanço de 0,02%, conforme o MoneyTimes.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,7108, com alta de 0,37% sobre o real.
No cenário doméstico, os investidores dividiram as atenções entre resultados corporativos e expectativas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O consenso é de que o colegiado do Banco Central (BC) eleve a Selic em 0,50 ponto percentual, para 14,75% ao ano.
As ações do GPA despencaram mais de 20% no pregão desta terça-feira (06) e lideraram a ponta negativa do Ibovespa e da B3. A derrocada foi uma reação ao balanço do primeiro trimestre de 2025 (1T25) e reduções de posições dos investidores após a eleição do novo conselho da companhia.
O grupo varejista reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 169 milhões no 1T25, 74,4% menor do que o prejuízo reportado no mesmo período em 2024. O consenso reunido pela Bloomberg apontava para um prejuízo líquido de R$ 189 milhões no período de janeiro a março deste ano.
Para os analistas, o balanço do 1T25 foi ‘misto’, com melhorias operacionais ofuscadas pelo nível de endividamento ainda elevado.


