A declaração do técnico do Ibama aconteceu durante a audiência da CPI do Rio Melchior, que discute os impactos poluentes no Distrito Federal
Por Misto Brasil – DF
A vazão do rio Melchior não é suficiente para suportar a instalação de uma usina termoelétrica entre Ceilândia e Samambaia. Foi o que disse o analista ambiental doIbama, Breno Bispo, que falou hoje (12) na CPI do Rio Melchior da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
“Se, tecnicamente, a região não possui capacidade de resfriamento, o empreendimento é inviável”, resumiu ele, ao ser questionado sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que revogou a outorga de uso de recursos hídricos pela hidrelétrica.
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Bispo disse que, em cerca de dois meses, o órgão ambiental emitirá um primeiro parecer sobre o empreendimento. A avaliação técnica vai considerar informações e, sobretudo, a percepção da população sobre o tema.
Na próxima terça-feira (17), ocorrerá uma audiência pública no Ibama para ouvir a comunidade. Ali serão discutidos 24 fatores, dos quais quatyro positivos, para a instalação da usina.
O analista do órgão de fiscalização ambiental informou que o empreendimento deve emitir uma carga de CO² quatro vezes maior do que os poluentes lançados na atmosfera pela frota de ônibus da cidade de São Paulo em 2003.
Na próxima reunião da CPI, agendada para o dia 26, às 10h, serão ouvidos o presidente da Ambientare, Felipe Lavorato, e os superintendentes da Adasa Helia Dania Silva dos Santos (Resíduos Sólidos, Gás e Energia), Gustavo Antonio Carneiro (Recursos Hídricos) e Rafael Machado Mello (Abastecimento de Água e Esgoto).
Os deputados também vão visitar, em 7 de agosto, o abatedouro de aves localizado no Km 25 da DF-180, que também despeja resíduos no Rio Melchior.
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