Festas de junho devem mobilizar 24 milhões de pessoas

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Paixão Cangaço é uma das quadrilhas que irão se apresentar/Arquivo/Marcelo Cândido/Divulgação
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A tradição junina tem suas características regionais, mas a animação é única. Veja como será em cada região

Por Misto Brasil – DF

A expectativa é de que as comemorações do mês de junho recebam mais de 24 milhões de pessoas, previsão acima do esperando no ano anterior, quando a projeção alcançou 21,6 milhões.

A previsão foi feita pelo Ministério do Turismo com base nas informações divulgadas pelas secretarias de Turismo locais. Para valorizar a importância dessa manifestação cultural, o Ministério do Turismo lançou o projeto “Conheça o Brasil: Junino”.

Berço das maiores celebrações juninas do Brasil, a região Nordeste abriga dois dos mais emblemáticos eventos do período: o São João de Caruaru (PE) e o São João de Campina Grande (PB).

As duas festas devem atrair cerca de 7 milhões de visitantes e os dois eventos movimentem mais de R$ 1,4 bilhão em 2025.

Outro destaque é a festa em Mossoró (RN), que deve gerar R$ 377,2 milhões em gastos de moradores e turistas, segundo projeção da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Na Região Norte, as celebrações juninas também ganham cada vez mais espaço. No Pará, o Parárraiá deve reunir mais de 400 mil pessoas em sua segunda edição.

Em Roraima, o Boa Vista Junina 2025 deve atrair 323 mil participantes ao longo de seis dias de festa, de acordo com a prefeitura local.

O Festival Folclórico de Parintins (AM), embora não seja uma festa junina, representa uma das mais importantes expressões culturais do país. A sua 58ª edição, o evento deve atrair mais de 167 mil visitantes à cidade amazonense.

Na região Centro-Oeste, o destaque é o tradicional Arraial do Banho de São João, realizado nas cidades de Corumbá e Ladário (MS), reconhecido em 2021 como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan.

Em Brasília, o “Maior São João do Cerrado” espera receber mais de 170 mil pessoas e gerar mais de 6 mil empregos diretos e indiretos.

Outra festividade que movimenta a região é a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade, no Goiás. A maior festa religiosa do Centro-Oeste começa no dia 27 de junho e espera receber mais de 3 milhões de fiéis.

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Arroxa o Nó venceu o concurso napcional que foi realizado em Taguatinga/Arquivo/Marcello Cândido/Divulgação

Na região Sudeste, os festejos juninos também têm forte presença. No estado de São Paulo, entre junho e agosto, são esperados 520 mil turistas, valor superior ao ano anterior.

A movimentação econômica gerada deve chegar a R$ 389 milhões, segundo o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), considerando apenas as viagens com pernoite.

Em Minas Gerais, o projeto Minas Junina 2025 prevê uma mobilização de 3,3 milhões de pessoas em celebrações espalhadas por todas as regiões do estado, valorizando a cultura popular mineira.

Na região Sul, a tradição nordestina também se espalhou pelo Sul do país, ganhando novos contornos com a cultura local.

Um exemplo é a cidade de Camaquã (RS), onde os trajes típicos juninos ganham versões gaúchas: bombacha, botas, lenço no pescoço e vestido de prenda substituem a camisa xadrez e o chapéu de palha.

A festa, que cresce a cada ano, reúne música, comidas típicas, quadrilhas e muita animação.

Além dos festejos juninos com a “cara” da cultura do sul do país, outros festejos também movimentam a região, como a Festa Nacional das Flores & Orquídeas de Blumenau, em Santa Catarina, e a Festa do Pinhão, em Lages. Juntos, os eventos esperam receber cerca de 145 mil visitantes.

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