Ambientalistas e agricultores da UE são contra o acordo com Mercosul

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Novas estruturas devem melhorar os portos para escoamento de mercadorias no Norte/Arquivo/Divulgação
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O acordo criaria uma das maiores zonas comerciais do mundo, com mais de 780 milhões de pessoas, e ajudaria a amenizar o tarifaço dos EUA

Por Misto Brasil – DF

Ambientalistas e agricultores frequentemente estão em lados opostos no debate sobre políticas públicas, mas na União Europeia (UE) o acordo de livre comércio com o Mercosul uniu ambos em oposição ao texto.

A Comissão Europeia deu na quarta-feira (03) um passo importante para ratificar o acordo, que vem sendo negociado há cerca de três décadas. Ele valeria para os 27 países da UE e os quatro membros fundadores do Mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Leia: avançou o tratado entre a União Europeia e o Mercosul

No entanto, o acordo enfrenta resistência de uma ampla gama de entidades e de políticos europeus, que vão tentar bloqueá-lo.

A iniciativa visa facilitar o fluxo de mercadorias entre os países-membros da UE e os países sul-americanos.

O acordo criaria uma das maiores zonas comerciais do mundo, com mais de 780 milhões de pessoas, e ajudaria a amenizar o impacto das tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, abrindo novas oportunidades de exportação.

“É provavelmente um dos acordos comerciais mais significativos e com maior impacto econômico já firmados”, disse Ignacio Garcia Bercero, pesquisador sênior do think tank Bruegel, com sede em Bruxelas, e ex-funcionário da UE, à DW.

Segundo o texto, ao longo de vários anos, a UE e o Mercosul suspenderiam mais de 90% das tarifas que atualmente aplicam aos produtos um do outro.

Isso incluiria tarifas de 20% a 35% aplicadas pelo Mercosul sobre bebidas alcoólicas europeias, assim como a tarifa de 35% sobre carros europeus.

A UE também prometeu às empresas do bloco “acesso preferencial exclusivo a matérias-primas essenciais e produtos ecológicos”.

Por outro lado, os países europeus também reduziriam as tarifas sobre os produtos de Mercosul. Por exemplo, adotariam uma tarifa reduzida de 7,5% para uma cota de importação de carne bovina. Haveria também um estímulo ao fluxo de investimentos entre os dois blocos, com uma maior integração de cadeias produtivas.

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