Lula da Silva topa reduzir penas de bolsonaristas

Davi Alcolumbre e Lula da Silva Misto Brasil
Lula da Silva abraça o presidente do Senado e do Congresso Davi Alcolumbre/Arquivo
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O assunto ganha corpo dentro do Palácio do Planalto com as articulações políticas que ocorrem a partir do Congresso Nacional

Por Misto Brasil – DF

Começou a ganhar corpo dentro do Palácio do Planalto a possibilidade de redução das penas dos envolvidos nas invasões dos prédios da República na tarde do dia 08 de janeiro de 2023.

A proposta que chegou no gabinete do presidente Lula da Silva (PT), surge como uma alterativa para reduzir as tensões políticas polarizadas e, podem até mesmo, ajudar nas eleições e 2026.

O objetivo seria “distensionar” o clima político que poderia ajudar na campanha do próximo e até mesmo uma possível tentativa de reeleição do atual chefe de Estado.

A costura que tem adeptos dentro da tropa de choque petista no governo, segue com a sugestão apresentada pelo relator para revisar as penas dos condenados dos atos antidemocráticos.

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) apresentou essa proposta para integrantes do Centrão. Ela também foi discutida com o ex-presidente Michel Temer (MDB) e com o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros.

Nesta agenda, Paulinho da Força tenta construir um acordo entre as presidências da Câmara e do Senado. Nesta semana aconteceu um encontro entre o parlamentar e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Tem uma preocupação das bancadas, que eu senti hoje ouvindo todas as bancadas… essa preocupação de votar e o Senado segurar. Como eu estou trabalhando para pacificar o país, não poderia deixar que essa guerra… não seria uma guerra, mas essa confusão que está aqui hoje entre Senado e Câmara”.

Se a cúpula do poder política abraçar a ideia, ficará mais fácil o presidente Lula da Silva aceitar a redução de penas e compartilhar o seu pensamento com os ministros do Supremo Tribunal Federal.

O acordo – segundo as fontes do próprio Palácio do Planalto -, pode até mesmo contemplar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele continuaria com uma pena bastante grave, mas seria menor que os 27 anos estabelecida pela Primeira Turma do STF.

A ideia de criar penas menores ou até mesmo substituir as penas de prisão por serviços ou prisão domiciliares para quem foi manipulado pelos chefes da tentativa de golpe agrada até mesmo Lula da Silva. Nas palavras da fonte, a arraia miúda do bolsonarismo.

Qundo ele voltar da viagem internacional, o assunto será melhor debatido, segundo essas mesmas fontes da Casa Civil e no Ministério de Relações Institucionais.

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