Jovens ativistas celebraram o fim da repressão, mas agora cobram mudanças reais no sistema temendo erros do passado
Por Misto Brasil – DF
Após protestos liderados por jovens da Geração Z em Madagascar, o coronel Michael Randrianirina assumiu o poder, forçando a saída do presidente Andry Rajeolina.
Jovens ativistas celebraram o fim da repressão, mas agora cobram mudanças reais no sistema, temendo que o novo governo militar repita os erros do passado.
No início do mês, um coronel de elite do exército de Madagascar se juntou aos protestos liderados pela Geração Z, forçando o presidente Andry Rajeolina a deixar o país.
Olivia Rafetison, líder do movimento juvenil, celebrou o apoio militar após semanas de repressão estatal, destacando a união popular contra a escassez de água e eletricidade.
Poucos dias depois, o coronel Michael Randrianirina declarou que o exército estava no comando e assumiu a presidência.
Embora Rafetison tenha inicialmente apoiado a intervenção, ela expressou ambivalência diante da militarização do poder, afirmando que a luta do movimento é por mudança sistêmica, não apenas por troca de liderança, de acordo com a Reuters.
Randrianirina prometeu um governo militar com participação civil por até dois anos, antes de novas eleições.
Apesar de ter recebido representantes da Geração Z, incluindo Rafetison, o encontro foi breve e inconclusivo, deixando dúvidas sobre o compromisso real com as demandas populares, segundo a apuração.




















