Depois do site de vendas Netshoes, agora é a vez do aplicativo de transporte Uber explicar ao Ministério Público do Distrito Federal o vazamento de milhões de dados de usuários. A Comissão de Proteção dos Dados Pessoais requisitou esclarecimentos sobre o incidente de segurança (data breach). Atualizado às 18h49.
O caso aconteceu no final de 2016, quando 57 milhões de contas de motoristas e clientes foram apropriados em um vazamento da base de dados do aplicativo. A Comissão também quer saber se alguma investigação interna foi realizada e se já existem conclusões. O vazamento só foi revelado um ano depois, em novembro de 2017, pela agência Reuters.
Há duas semanas, solicitação similar foi enviada ao Netshoes. Neste caso, dois milhões de dados de usuários foram vazados.
Em resposta pelo Twitter ao Misto Brasília, o site de vendas informou que “não tivemos indícios de invasão ao nosso sistema de dados. Os órgãos competentes estão investigando o caso. Nenhum dado de cartão de crédito ou senha de acesso foram divulgados”.
O Netshoes não respondeu se iria atender ao Ministério Público. Já o MPDFT responteu ao Misto Brasília que a Netshoes respondeu a recomendação, mas está em sigilo. “No momento, o MP e a empresa estão em fase de tratativas para tentar resolver a situação da melhor forma possível”. O caso está sob sigilo.















