Onde está o problema do setor aéreo brasileiro?

Aviões Azul, Latam e Gol Misto Brasília
As companhias participam do programa voltado para os aposentados do INSS/Arquivo/Divulgação
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Os representantes da Anac, das companhias aéreas e dos aeroportos responderam a esta pergunta depois de uma votação na Câmara

Por Misto Brasil – DF

Na terça-feira (29) à noite, a Câmara votou pela isenção das taxas das bagagens de mãos. Essa decisão pode aumentar o valor das passagens, mas esté é apenas um pequeno detalhe do setor que enfrenta desafios maiores.

Assista o vídeo com os depoimentos logo abaixo

O despacho gratuito é para bagagem de até 23 kg em voos nacionais ou internacionais operados no país. O texto será enviado ao Senado.

Leia: Foz do Iguaçu tem voos diários para Brasília e Congonhas

A volta do despacho de bagagem sem custo consta de emenda do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) incluída pelo Plenário no Projeto de Lei 5041/25, do deputado Da Vitoria (PP-ES). A emenda contou com o apoio de 361 parlamentares contra 77.

O autor da emenda destacou que, desde 2017, quando a cobrança começou, as empresas faturaram cerca de R$ 5 bilhões até 2024, mas isso, segundo ele, não gerou diminuição do preço da passagem.

Inicialmente, o projeto previa a gratuidade inclusive em voos internacionais de uma mala de bordo, mas o relator, deputado Neto Carletto (Avante-BA), manteve a possibilidade de cobrança nesses trechos internacionais em razão da competitividade das companhias de baixo custo.

Para o setor aéreo, a decisão poderá encarecer as passagens aéreas, que tem dificuldades para a manutenção das operações.

Na manhã de hoje (29) entrevistamos três representantes do setor aéreo (Anac, ABR e Abear) que apresentaram a situação e perspectivas.

Um dos desafios é aumentar o número de passageiros, que poderia equilibrar as demandas e incentivar a participação no mercado doméstivo de mais companhias.

O setor aéreo nacional transportou em 2024 107,88 passageiros, mas muitos deles fizeram mais de uma viagem. Foram transportados 892 milhão de toneladas de cargas e realizados 2,3 mil decolagens diárias.

As respostas são apresentadas pelo presidente da Associação Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, e do presidente da Associação dos Aeroportos Federais do Brasil (ABR), Fábio Rogério Carvalho.

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