Papa diz que muitos deveriam sentir vergonha

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O papa Francisco conduziu as cerimônias da Sexta-Feira Santa no Vaticano sob forte esquema de segurança, por causa de ameaças de atentados terroristas em Roma – houve quatro rusgas policiais esta semana em busca de terroristas islâmicos e sete pessoas foram presas, incluindo um suspeito de estar a preparar um ataque com camião.

Num tom mais pessoal, Francisco, que tem 81 anos, revelou que tem cataratas, e que deverá ser operado no próximo ano.

As 20 mil pessoas que assistiram à tradicional procissão da Via Sacra, liderada pelo papa, tiveram por isso de se submeter a mais controles de segurança. O discurso de Francisco, feito no início da procissão, à luz das velas, que recorda o caminho de Jesus Cristo para o calvário, centrou-se nos temas da vergonha e do arrependimento, conjurando a imagem de um mundo moderno em que o orgulho, a arrogância e o egoísmo passam muitas vezes por cima da humildade e da generosidade.

O papa confessou “vergonha porque tantas pessoas, até alguns dos nossos ministros [de Deus], deixam-se enganar pela ambição e pelas vãs glórias, perdendo o seu valor”.

Muitos no mundo deveriam hoje sentir “vergonha por terem perdido o sentido da vergonha”, disse Francisco, acrescentando que a vergonha devia ser vista como “uma graça de Deus”. Deveriam sentir vergonha porque “as nossas gerações estão a deixar aos jovens um mundo fraturado em divisões e guerras, um mundo devorado pelo egoísmo”, disse o líder dos 1200 milhões de católicos. (Do Público)

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