Aumentou a probabilidade de fluxo de capital estrangeiro para a região, à medida que os investidores projetam reformas favoráveis ao mercado
Por Misto Brasil – DF
O dólar manteve o ritmo de véspera e engatou uma nova alta após dados dos Estados Unidos e na expectativa pelos números de inflação no Brasil.
Nesta quinta-feira (08), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,3890, alta de 0,04%, informou o MoneyTimes.
O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,24%, aos 98.922 pontos.
Nesta quinta-feira (08), o principal motivo para a alta do dólar é a escalada dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasurys) – os juros projetados para a dívida do governo norte-americano –, após dados de comércio e desemprego.
Na seara comercial, o déficit comercial dos EUA sofreu uma forte contração em outubro, com redução de 39,0%, para US$ 29,4 bilhões – atingindo o nível mais baixo desde meados de 2009 com a queda das importações.
Os economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial aumentaria para US$ 58,9 bilhões. A divulgação do relatório foi adiada devido à paralisação de 43 dias do governo.
De acordo com a agência de notícias, as medidas enérgicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Venezuela e na Argentina estão contribuindo para uma guinada à direita na América Latina em um ano eleitoral crucial.
Aumentou a probabilidade de fluxo de capital estrangeiro para a região, à medida que os investidores projetam reformas favoráveis ao mercado.
A destituição do presidente Nicolás Maduro pelos EUA no fim de semana fez a dívida em default da Venezuela disparar, enquanto a aposta de Trump no ano passado de fortalecer o argentino Javier Milei — um aliado ideológico — com um apoio financeiro de até US$40 bilhões deu resultado.
O partido de Milei obteve um bom desempenho nas eleições cruciais de meio de mandato.
Em outra época, as intervenções de Trump poderiam ter provocado uma reação mais forte contra a interferência estrangeira.
E embora nem todos na América Latina tenham recebido bem suas ações, a reação tem sido relativamente discreta em um momento de ampla guinada política à direita — que, segundo investidores, impulsionará os ativos financeiros da região, à medida que os agentes antecipam mudanças favoráveis ao mercado.


