A um passo de formalizar o acordo Mercosul-UE

Lula da Silva e Ursula von der Leyen acordo Mercosul Misto Brasil
Lula da Silva e Ursula von der Leyen em encontro nesta sexta-feira/divulgação/PR
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O apoio veio depois que os Estados-membros adotaram uma salvaguarda que permite um monitoramento mais rigoroso

Por Misto Brasil – DF

Após 26 anos de impasses e renegociações, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul deve ser assinado neste sábado (17), no Paraguai, após receber o aval do Parlamento Europeu.

Se concluído, o acordo resultará na maior zona de livre comércio do mundo.

Ao todo, 21 dos 27 países da União Europeia votaram a favor do acordo. França, Hungria, Polônia e Irlanda se posicionaram contra, enquanto a Bélgica optou pela abstenção.

O acordo pode pôr fim às elevadas tarifas que produtos brasileiros enfrentam para serem comercializados no mercado europeu e, ao mesmo tempo, baratear bens industriais europeus que entram no Mercosul com alíquotas elevadas.

O apoio veio depois que os Estados-membros adotaram uma salvaguarda que permite um monitoramento mais rigoroso do mercado em caso de aumento significativo de importações vindas do Mercosul.

A concordância em torno do acordo foi antecipada nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receber a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Em discurso ao lado dos líderes, Lula classificou o acordo de livre comércio como o fim de mais de “25 anos de sofrimento e tentativa”.

“Quando determinei a retomada das negociações do acordo, deixei claro que esse processo deveria ser compatível com o objetivo de promoção do crescimento econômico e de reindustrialização do Brasil”, destacou.

Se aprovada, a solicitação funcionará, na prática, como um ganho de tempo. A análise pode consumir até dois anos para reavaliar todos os termos negociados, que já foram exaustivamente examinados por outros poderes na Europa.

Se a resolução for recusada, a Polônia, país-membro da UE e um dos maiores opositores do acordo, pode tentar uma ação na corte do próprio bloco, em Luxemburgo.

O tratado é visto negativamente pelos líderes do país, que temem uma queda na procura por sua produção agrícola com o barateamento de produtos vindos do Mercosul.

Em seguida, o presidente afirmou que o acordo, que reúne um produto interno bruto de US$ 22 trilhões, vai além da dimensão econômica, pois União Europeia e Mercosul compartilham valores “como respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos”.

Considerado o maior pacto econômico do século, o acordo Mercosul-UE pode sair do papel neste sábado (17) com novos obstáculos a superar no território europeu.

Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu submeterá a voto uma resolução sobre a necessidade de enviar o tratado para apreciação do Tribunal de Justiça da União Europeia.

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