O presidente do Supremo pode ter entrado pela porta da frente da História. Cármem Lúcia anunciou dez recomendações para os juízes eleitorais
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Sabe por que os homens têm pavor das mulheres na vida pública? Porque se são viris no debate, são considerados brutos. Se são a menos, são considerados fracos. O cavalheirismo é um desafio no debate público dos homens com as mulheres.
O ministro sulista Edson Fachin – aquele que disse que não tinha turma -, anunciou na abertura do ano do judiciário a criação de um código de conduta para o STF e nomeou a ministra mineira Carmen Lúcia, única mulher da corte, uma decana, para relatar a proposta.
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Dos 11 ministros do STF, sete deles têm filhos e parentes com ações tramitando na casa. Carmen Lúcia está entre os três que não tem?
Ela, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, anunciou ontem (02) 10 recomendações éticas para os juízes eleitorais em 2026.
Uma prévia do que virá para o Supremo.
Edson Fachin, sabe-se lá, se inspirou em Getúlio Vargas, que escolheu mineiros quando chegou ao poder na Revolução de 30, ou nos cardeais que escolheram Jorge e Mário Bergoglio, o papa Francisco, para salvar a igreja?
Uma coisa é certa: Fachin deu um passo e tanto para entrar na história pela porta da frente. A República agradece.





















