Exército muda estratégia de comunicação após desgaste

Exército blindados transporte Amaz6onia Misto Brasil
Blindados sendo transportados para o estado de Roraima/Divulgação/Exército
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O comandante da Força Terrestre, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, disse hoje que é para preservar a reputação

Por Misto Brasil – DF

Após desgaste político e prisão de generais, o Exército vai incentivar a comunicação estratégica para retomar a confiança da população e se reposicionar perante o povo, afirma a revista Sociedade Militar.

Além da esperada modernização de equipamentos militares e aumento da capacidade dissuasória, o que inclui estruturar o Sistema Militar de Defesa Cibernética e ampliar a capacidade de monitorar fronteiras, a Força Terrestre também apostará na comunicação estratégica para 2026, ressalta a revista.

Nesta quinta-feira (26), o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, discursando perante os generais da ativa no Quartel-General em Brasília, afirmou que a comunicação estratégica é uma das apostas mais importantes do Exército brasileiro.

“É um vetor que contribui diretamente para o fortalecimento interno e também para a preservação da imagem e da reputação do Exército perante a sociedade”, disse o comandante do Exército.

Tomás Paiva mencionou o Plano Estratégico 2024–2027, que prevê medidas correspondentes e inclui, em particular, 13 iniciativas para reforçar a imagem e a reputação das Forças Armadas do Brasil.

As mais marcantes delas são:

Estruturar melhor a Comunicação Estratégica do Exército;

Incrementar o relacionamento e o acompanhamento da mídia geral e especializada;

Ampliar a atuação das Relações Públicas do Exército, com ênfase na comunicação com o público interno;
Implantar núcleos de estudos estratégicos nos diversos comandos militares;

Realizar plano anual de auditoria interna como instrumento de melhoria das entregas do Exército à sociedade.

Segundo a publicação, a imagem do Exército brasileiro se deteriorou: se em novembro de 2022 os militares tinham a confiança popular de 61% dos entrevistados, em setembro de 2025 esse índice caiu para 42%.

Uma parte dos apoiadores de Bolsonaro deixou de tratar as Forças Armadas com respeito, especialmente entre 2022 e 2024. A razão foi a ausência de um golpe pelos militares, diz a revista.

Vale destacar que essa queda da confiança ocorreu principalmenteentre os apoiadores de Jair Bolsonaro. Nesse grupo, a confiança nos militares saiu de 91% em novembro de 2022 para 72% em agosto de 2025.

A desconfiança passou de 7% para 27% no mesmo período, aponta a revista.

No que diz respeito aos eleitores declarados de Lula, o número permanece praticamente estável. Eram 72% que confiavam em novembro de 2022. Em agosto de 2025, eram 70%.

A deterioração da imagem do Exército também pode afetar a reputação de outras Forças Armadas brasileiras: da Marinha e da Força Aérea.

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