O governador do estado de São Paulo falou também sobre a candidatura de Fernando Haddad ao governo: “A gente não escolhe o adversário”
Por Misto Brasil – DF
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) disparou críticas ao governo federal, defendeu candidatura do delegado Guilherme Derrite ao Senado e elogiou eventual classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) como “terrorista” pelos EUA, nesta quarta-feira (11).
Ele falou à imprensa durante a inauguração do novo Centro de Controle Operacional (CCOx) do Metrô da capital paulista, ele comentou sobre potencial confronto com o ex-ministro da Economia Fernando Haddad (PT) nas eleições de 2026:
“A gente não escolhe o adversário. A gente vai mostrar o que nós fizemos e o que nós temos de projeto para frente”.
“Vou falar com o eleitor, eu não vou pensar em adversário. Eu acho que é isso que dá certo”.
Ao ser questionado sobre a avaliação do Partido dos Trabalhadores (PT) de que ele seria “blindado de críticas”, Tarcísio recusou a premissa e criticou Haddad:
“Ninguém é blindado de crítica de lugar nenhum […] O que que eu posso fazer se ele aumentou o imposto a cada 30 dias? Não é culpa minha, é culpa dele”.
Pesquisa Datafolha divulgada nos últimos dias mostrou candidatos do campo progressista à frente de nomes da direita — incluindo Gustavo Derrite, seu ex-secretário de Segurança Pública — nas corridas ao Senado por São Paulo.
Tarcísio minimizou os números, dizendo que “as pessoas demoram um pouco mais para se conectar à eleição de Senado. Então, no final, numa primeira avaliação neste momento, aparece melhor quem tem mais eco”.
O governador confirmou que defende a candidatura de Derrite, mas admitiu que o segundo nome da chapa ainda não está definido, registrou a Sputnik.
“Tem vários bons nomes na disputa […] Quem for escolhido aí para compor a chapa junto com Derrite vai representar bem o estado de São Paulo, não tem dúvida.”
Perguntado se buscaria um nome mais moderado, respondeu:
“Vou articular nome viável, um nome bom e que represente bem o estado de São Paulo […] Olha o que aconteceu com relação aos benefícios tributários para algumas regiões do Brasil, em detrimento a São Paulo, em detrimento da indústria paulista. Então, às vezes isso é falta de defesa”, disse, defendendo que os próximos senadores devam trabalhar nesta questão.
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