A pesquisa Genial/Quaest também mostra que a percepção de poder excessivo na Corte é predominante entre os eleitores
Por Misto Brasil – DF
A confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) recuou nos últimos meses e passou a ficar abaixo do nível de desconfiança na instituição, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) pela Genial/Quaest.
De acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmam confiar no STF em março de 2026, ante 50% registrados em agosto de 2025. A queda de sete pontos percentuais em sete meses levou o indicador ao nível mais baixo desde novembro de 2022.
A pesquisa também mostra que a percepção de poder excessivo na Corte é predominante entre os eleitores. Para 72% dos entrevistados, o STF tem mais poder do que deveria. Outros 18% discordam da afirmação, 2% dizem não concordar nem discordar e 8% não souberam ou não quiseram responder.
Outro dado do levantamento indica que 66% consideram importante votar em um candidato ao Senado comprometido em deliberar sobre o impeachment de ministros do Supremo. Já 22% discordam, 2% não concordam nem discordam e 10% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também avaliou a percepção sobre a relação da Corte com o governo federal. Segundo os dados, 59% concordam com a afirmação de que o STF é um poder aliado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 26% discordam. Outros 3% não concordam nem discordam e 12% não souberam ou não responderam.
Por outro lado, 51% avaliam que o STF foi fundamental para a manutenção da democracia no Brasil. Entre os entrevistados, 38% discordam dessa afirmação, 2% dizem não concordar nem discordar e 9% não souberam ou não quiseram responder.
O levantamento também mediu o impacto político do escândalo das fraudes bilionárias do Banco Master. Segundo a pesquisa, 38% dos eleitores dizem que evitariam votar em candidatos envolvidos no caso. Para 29%, o tema será levado em consideração na hora do voto, enquanto 20% afirmam que o assunto não terá importância. Outros 13% não souberam ou não responderam.
Ao serem questionados sobre quais setores do poder público seriam mais afetados negativamente pelo escândalo, 40% afirmaram que os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o STF e o Judiciário, o Banco Central e o Congresso Nacional são igualmente prejudicados.
Entre os que apontam impactos específicos, 13% dizem que o STF e o Judiciário são os mais afetados, seguidos pelo governo Bolsonaro (11%), governo Lula (10%), Banco Central (5%) e Congresso Nacional (3%). Outros 1% afirmam que nenhum setor foi afetado e 17% não souberam ou não quiseram responder. (Texto da CNBC)





















