O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. O mercado de câmbio seguiu atento à guerra no Oriente Médio
Por Misto Brasil – DF
O dólar perdeu força com alívio nos preços do petróleo no final da tarde após Israel afirmar que não atacará novamente a infraestrutura energética do Irã, a pedido dos Estados Unidos. As decisões de política monetária na Europa e a reação ao corte na Selic no Brasil ficaram em segundo plano.
Nesta segunda-feira (23), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2407, com queda de 1,29%, de acordo com o MoneyTimes.
O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com recuo de 0,53%, aos 99,119 pontos.
O Ibovespa subiu 3,24%, aos 181.931,93 pontos, um ganho elástico de 5.712,53 pontos, na maior alta desde os 3,33% de 21 de janeiro de 2026.
O mercado de câmbio seguiu atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Nesta manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que teve conversas “produtivas” com o Irã nos últimos dois dias.
Na rede social Truth Social, Trump afirmou que os dois países tiveram conversas “muito boas e produtivas” nos últimos dois dias a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio.
As conversas entre Estados Unidos e Israel devem continuar na próxima semana, segundo Trump.
Diante da trégua na guerra no Oriente Médio, anunciada por Trump, os investidores reverteram a busca por proteção das últimas semanas e voltaram aos mercados considerados mais arriscados.
E esse vaivém nos leva a uma importante conclusão: a melhor estratégia nos investimentos é se antecipar – e saber esperar.
No mercado de câmbio, o dólar se desvalorizou 1,3% frente ao real, encerrando o dia em R$ 5,2402. E o petróleo cedeu 10,9% hoje, cotado a US$ 99,94 o barril.
Analistas destacam que, apesar da melhora no curto prazo, o cenário ainda exige cautela, uma vez que incertezas persistem quanto à durabilidade da trégua e à evolução das negociações diplomáticas.
A volatilidade recente evidencia como declarações e medidas de líderes globais podem impactar diretamente ativos como petróleo, câmbio e bolsas de valores, mantendo investidores em estado de atenção.













