Entre as medidas estão ampliar a integração aérea na América do Sul e incentivar novos modelos de negócio. Veja o documento
Por Misto Brasil – DF
Foi lançada nesta terça-feira (24), a Agenda Conectar, voltada a expandir a conectividade aérea no país e tornar esse modal de transporte mais acessível.
A iniciativa reúne um conjunto articulado de medidas para ampliar o acesso ao transporte aéreo, reduzir custos e aumentar a oferta de serviços aos passageiros.
O documento conta com o apoio de órgãos públicos, setor acadêmico, além de 40 empresas dos setores de serviços, infraestrutura, transportes, turismo e indústria aeronáutica, o que reforça o alinhamento setorial da proposta.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvo Costa Filho, destacou o papel econômico e social do programa.
“O Conectar vai nos permitir aproximar a aviação do povo brasileiro e conectar o Brasil com o mercado internacional, gerando emprego e renda, fortalecendo a nossa economia. Um Brasil mais justo, mais humano, mais solidário. Efetivamente, um Brasil dos brasileiros”, afirmou.
A Agenda Conectar busca fortalecer a concorrência, reduzir custos operacionais e promover estabilidade regulatória com segurança jurídica, de forma alinhada para enfrentar desafios históricos da aviação brasileira.
O secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, ressaltou que a Agenda foi concebida para enfrentar desafios que podem se intensificar nos próximos anos.
“Ao atuar de forma coordenada sobre concorrência, custos e segurança regulatória, criamos as bases para um crescimento sustentável da aviação no Brasil nos próximos 30 anos”, ressaltou.
Ronei Glanzmann, CEO da MoveInfra, acredita que o projeto vai trazer aportes importantes para o modal aeroportuário do país.
“Estamos conectado a uma agenda com compromisso socioambiental e ela tem uma interligação muito grande com o que a gente faz”.
No primeiro eixo, o foco é abrir o mercado e estimular a entrada de novos operadores.
Entre as medidas previstas estão ampliar a integração aérea com países da América do Sul, facilitar o acesso ao mercado, incentivar novos modelos de negócio, como companhias aéreas do tipo “ultra low cost”, e fortalecer a aviação regional.
Também estão previstas ações para viabilizar investimentos em aeroportos, tanto públicos quanto privados. A expectativa é clara: mais rotas, mais voos e mais cidades conectadas.
O segundo eixo enfrenta um dos principais gargalos do setor: os custos. A Agenda propõe revisar medidas tributárias, ampliar o acesso a crédito, modernizar a gestão do tráfego aéreo, além de avanços na cadeia de suprimento do querosene de aviação.
O terceiro eixo busca garantir previsibilidade e confiança. A proposta é fortalecer a segurança jurídica, reduzir a judicialização e harmonizar regras, ao mesmo tempo em que amplia a proteção ao passageiro, promove acessibilidade e incentiva práticas sustentáveis.
A eficiência logística, especialmente no transporte de cargas, também está entre as prioridades.
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