A escolha encerra uma disputa interna marcada por diferentes estratégias eleitorais dentro do partido e reforça a fragmentação do centro
Por Misto Brasil – DF
No seu primeiro discurso como pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goás Ronaldo Caiado (PSD), indicou pontos positivos de sua administração.
Disse também que não será difícil de vencer o PT no segundo turno das eleições presidenciais, mas o desafio é apresentar uma administração que interessa à população brasileira.
O governador que deixará o comando do estado nesta terça-feira (31). A solenidade marcada para às 14 horas, no Palácio Maguito Vilela, sede da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), em Goiânia.
O vice-governador Daniel Vilela (MDB) assumirá. A cerimônia oficializa a transmissão do cargo atualmente ocupado por Caiado.
A recepção das autoridades será conduzida pelo presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto.
A escolha por Caiado encerra uma disputa interna marcada por diferentes estratégias eleitorais dentro do partido e reforça a fragmentação do campo de centro na corrida presidencial.
A definição do PSD de lançar Ronaldo Caiado como candidato à Presidência provocou reação imediata dentro do próprio partido.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou estar “desencantado” com a decisão e criticou o que chamou de manutenção da lógica polarizada na política nacional.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, Leite evitou confrontar diretamente a escolha da sigla, mas sinalizou desconforto com o rumo adotado.
“Essa decisão desencanta a mim, como a tantos outros brasileiros”, disse, acrescentando que não pretende disputar o posicionamento interno do partido.
Leite vinha tentando se firmar como alternativa de centro dentro do partido. Em declarações recentes, afirmou ser o único pré-candidato com esse posicionamento e indicou que a candidatura de Caiado representaria um grupo político “que já tem representante”, em referência ao espaço ocupado por Flávio Bolsonaro na direita.
A movimentação ocorre após a saída de Ratinho Junior da disputa interna. O governador do Paraná, que liderava as intenções de voto entre nomes do PSD, anunciou na semana passada que não concorrerá e que pretende migrar para a iniciativa privada.



















