Agachado em uma calçada próxima à fronteira da Venezuela com a Colômbia, o trabalhador de construção civil Deiver Guarate disse que as eleições presidenciais deste domingo (20) já haviam sido decididas a favor do presidente Nicolás Maduro, e que ele não planejava estar por perto para acompanhar os resultados.
Sem conseguir cobrir seus custos básicos em meio à hiperinflação, Guarate imigrava para a Colômbia e precisaria passar a noite na rua enquanto esperava as sobrecarregadas autoridades alfandegárias da Venezuela carimbarem seu passaporte, informa a Reuters.
O rival de Nicolás Maduro nas eleições, Henri Falcón, que está quebrando o boicote para enfrentar seu rival, insiste que um comparecimento em massa de venezuelanos descontentes poderia trazer mudanças. Muitos na oposição, entretanto, acreditam que Falcón está legitimando um processo corrompido, condenado por governos mundiais, entre eles os Estados Unidos e os vizinhos latino-americanos.
Maduro, que insiste que suas eleições são livres e justas, alertou os migrantes sobre as circunstâncias difíceis no exterior, dizendo que alguns estão agora “limpando banheiros”.






















