Varejo do vestuário deve ter alta discreta

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Setor de vestuário também é aferido entre as classes de despesas/Arquivo
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Os números indicam um cenário de recuperação gradual do consumo, ainda marcado por cautela do varejo e consumidores

Por Misto Brasil – DF

O varejo de vestuário deve movimentar cerca de 1,85 bilhão de peças durante a temporada de outono e inverno de 2026, entre maio e agosto, segundo estimativas IEMI – Inteligência de Mercado.

O volume representa uma alta discreta de 0,65% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram comercializadas aproximadamente 1,84 bilhão de peças.

Em termos de faturamento, a expectativa é de crescimento mais expressivo. As vendas devem alcançar R$ 63,34 bilhões, avanço de 4,2% sobre os R$ 60,79 bilhões registrados na temporada anterior.

Os números indicam um cenário de recuperação gradual do consumo, ainda marcado por cautela tanto do varejo quanto dos consumidores.

Para o economista da plataforma, Marcelo Prado, o desempenho projetado reflete um mercado que segue operando com atenção redobrada às oscilações do consumo e aos custos da cadeia produtiva.

“O setor de vestuário tem buscado um equilíbrio entre recomposição de vendas e controle de estoques. Há expectativa de crescimento em valor, mas o avanço em volume ainda é moderado, o que mostra que o mercado segue em recuperação gradual e com forte competição”.

Do lado das empresas, o planejamento para a temporada começou ainda no ano passado, com ajustes nas coleções e nos níveis de estoque a partir de dados de vendas anteriores, comportamento do consumidor e projeções climáticas.

A estratégia tem sido apostar em peças versáteis, capazes de atender diferentes variações de temperatura ao longo da estação.

Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTex), Edmundo Lima entidade que representa mais de 100 marcas de moda, as varejistas vêm priorizando coleções de meia estação e itens que permitam maior flexibilidade nas vendas.

“As empresas estão trabalhando com mais cautela na formação de estoques devido à variabilidade do clima em várias regiões do país. Por isso, a aposta tem sido em peças versáteis, como tricôs leves, jaquetas, moletons e sobreposições, que funcionam bem tanto em dias mais amenos quanto em períodos de frio mais intenso”.

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