Inflação dispara e crescimento fica parado na Europa

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A cidade de Dublin, na Irlanda, é uma das cidades mais amistosas da Europa/Arquivo/Divulgação
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Os custos de energia impulsionaram o último índice de inflação, segundo a agência de estatísticas Eurostat , que registrou alta de 10,9%

Por Misto Brasil – DF

A economia da zona do euro expandiu-se apenas 0,1% no primeiro trimestre do ano, segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira, em meio aos impactos da guerra com o Irã, que prejudicam o crescimento na região, e ao aumento das pressões inflacionárias.

O relatório foi divulgado em um momento em que dados preliminares mostraram que os preços ao consumidor na área da moeda única estão subindo gradualmente, com a inflação saltando para 3% em abril , ante 2,6% nos doze meses até março e 1,9% no mês anterior.

Os dados econômicos são divulgados antes da próxima decisão de política monetária do Banco Central Europeu, na quinta-feira (30).

Espera-se que o conselho diretor do banco mantenha sua taxa básica de juros em 2%, enquanto avalia o impacto das pressões inflacionárias causadas pela guerra com o Irã, em particular o aumento dos preços dos combustíveis.

Os custos de energia impulsionaram o último índice de inflaçãosegundo a agência de estatísticas Eurostat , que registrou alta de 10,9% em comparação com 5,1% em março.

A taxa de inflação da região ultrapassou a meta de 2% do banco central, pressionando os formuladores de políticas a considerarem aumentos nas taxas de juros.

Economistas temem que a Europa possa estar enfrentando um período de “estagflação” — baixo crescimento, inflação crescente e desemprego — à medida que a guerra provoca uma crise energética global, aumento de preços e afeta a confiança empresarial e do consumidor.

Contudo, o problema para o BCE reside no fato de que os esforços para controlar a inflação através do aumento das taxas de juro podem afetar ainda mais a atividade económica e a confiança dos consumidores.

A principal fonte da atual pressão inflacionária — o aumento dos preços da energia devido à guerra no Irão — também está fora do controlo do banco.

Um ponto positivo para os formuladores de políticas do BCE é que a inflação subjacente, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, caiu para 2,2% em abril, ante 2,3% no mês anterior.

Isso indica que os temidos “efeitos secundários” causados ​​pela alta da inflação ainda não se manifestaram, conforme informou a CNBC,

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