Será permitido o uso do FGTS será permitido até 20% do saldo e para quitar a dívida. O programa será lançado na próxima segunda-feira
Por Misto Brasil – DF
O presidente Lula da Silva anunciou na noite desta quinta-feira (30) o programa de renegociação de dívidas, chamado por ele de “Novo Desenrola Brasil”.
O programa será lançado na próxima segunda-feira (04). Em tom eleitoral, o anúncio do programa foi realizado em pronunciamento na TV em alusão ao Dia do Trabalho, comemorado nesta sexta-feira (01), conforme O Globo.
Lula da Silva disse que o programa deve permitir a troca de dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia por um contrato mais barato, com taxas limitadas a 1,99% ao mês. Também mencionou a negociação de débitos do Fies.
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De acordo com o presidente, os descontos na dívida serão de 30% até 90% no valor da dívida. Veja detalhes do Desenrola Negócios.
Será permitido o uso do FGTS será permitido até 20% do saldo e para quitar a dívida. As renegociações serão feitas no banco em que os clientes têm dívidas, ao contrário do Desenrola de 2023, em que os clientes tinham que acessar uma plataforma.
O pacote, chamado de “Novo Desenrola” em referência ao programa criado por Lula em 2023, está sendo preparado com o objetivo de aliviar o orçamento das famílias com o pagamento das dívidas bancárias.
Há um diagnóstico no governo de que os bons números da economia e do mercado de trabalho não estão se refletindo em ganho de popularidade para Lula da Silva devido ao alto comprometimento da renda com as dívidas.
Segundo o Banco Central, quase 30% (29,7%) da renda dos brasileiros está sendo consumida pelo pagamento de dívidas, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2005.
A ideia é que sejam beneficiadas pessoas que ganham até cinco salários mínimos e que tenham dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos. Os descontos devem variar entre 40% e 90%, a depender da “idade da dívida”.
A renegociação deve ficar aberta por 90 dias após o lançamento e o cliente deve ter até quatro anos para pagar a nova dívida.
A tendência, no entanto, é de que haja carência de até um mês para quitar a primeira parcela, quando deve ocorrer a “limpeza do nome” do cliente nos cadastros de inadimplência.
Para o novo programa, o governo deve aportar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes.
Além disso, as estimativas é de que sejam liberados R$ 4,5 bilhões do FGTS para o público elegível com o objetivo de pagar os compromissos com os bancos.
















